Auxílio-moradia: Nozinho volta atrás e vota contrário, Tito confirma ser favorável

Nozinho e Tito tiveram posicionamento diferente na votação do auxílio-moradia

Auxílio-moradia: Nozinho volta atrás e vota contrário, Tito confirma ser favorável

O ano começou com polêmica na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Uma das primeiras medidas dos deputados estaduais foi colocar em votação a volta do auxílio moradia, benefício que estava extinto desde 2013. Na prática, o pagamento incorpora R$ 2.850,00 ao salário de R$ 25.322,25 que os parlamentares recebem, mesmo para aqueles que possuem imóveis em Belo Horizonte. Representantes da região do Médio Piracicaba, Nozinho (PDT) e Tito Torres (PSDB) tiveram posicionamentos diferentes.

O ex-prefeito de São Gonçalo do Rio Abaixo, Raimundo Nonato Barcelos (Nozinho), votou a favor da medida na primeira votação, mas recuou e foi contra no segundo turno. Depois da aprovação do auxílio-moradia, por 36 votos a 22, o pedetista enviou um ofício à presidência da Casa renunciando ao benefício. Já Tito Torres, de João Monlevade, foi favorável ao auxílio nos dois turnos de votação.

Durante o segundo turno de votação, os deputados estaduais mineiros não só aprovaram a volta do auxílio-moradia para todos os parlamentares da Assembleia Legislativa como deram poderes à Mesa Diretora de aumentar a verba que hoje é de R$ 2.850 para até R$ 4.377,73, sem necessidade de nova votação. O plus veio com uma emenda de última hora incluída no parecer final. 

Pela antiga regra, o auxílio era vinculado à ajuda paga aos deputados federais, na proporção de 75%, o que dava os R$ 2.850 adicionais ao salário de R$ 25.322.25. A resolução aprovada ontem prevê, em sua última versão, que a regulamentação do auxílio pela Mesa Diretora seguirá os parâmetros do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), que tem como teto o auxílio pago aos ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) de R$ 4,3 mil.

Casa própria em BH

A maior polêmica que cerca o auxílio-moradia é que boa parte dos deputados possuem casa própria em Belo Horizonte. Segundo um levantamento divulgado pelo jornal Estado de Minas, dos 77 parlamentares, 31 possuem imóvel na capital do estado. Alguns moram bem perto da Assembleia, em uma dos metros quadrados mais valorizados da cidade.

Os dois deputados eleitos na região do Médio Piracicaba possuem imóveis em BH, de acordo com o que declararam à Justiça Eleitoral no ano passado. Nozinho informou ter um apartamento avaliado em R$ 650 mil no bairro Sion. No mesmo bairro, Tito confirma ter um apartamento de R$ 192,7 mil.

Veja a lista de quem votou contra e quem foi favorável ao auxílio moradia: 

Favoráveis: 

Agostinho Patrus Filho (PV) – sim
Antônio Carlos Arantes (PSDB) – Sim
Antonio Lerin (PSB) – sim
Arlen Santiago (PTB) – Sim
Bonifácio Mourão (PSDB) – sim
Bosco (PTdoB) – Sim
Cassio Soares (PSD) – Sim
Cristiano Silveira (PT) – Sim
Cristina Corrêa (PT) – sim
Deiró Marra (PR) – Sim
Dilzon Melo (PTB) – Sim
Dirceu Ribeiro (PHS) – Sim
Duarte Bechir (PSD) – SIM
Durval Ângelo (PT) – Sim
Elismar Prado (PT) – Sim
Emidinho Madeira (PTdoB) – Sim 
Fabio de Avelar (PTdoB) – sim
Felipe Attiê (PP) – Sim
Geixa Teixeira (PT) – Sim
Gilberto Abramo (PRB) – Sim
Gustavo Corrêa (DEM) – Sim
Hely Tarquinio (PV) – Sim
Inácio Franco (PV) – Sim
Iran Barbosa (PMDB) – Sim
Isauro Calais (PMN) – Sim
João Alberto (PMDB) – Sim
João Magalhães (PMDB) – Sim
Lafayette de Andrada (PSDB) – Sim
Leonídio Bouças (PMDB) – Sim
Luiz Humberto Carneiro (PSDB) – Sim
Thiago Cota (PPS) – Sim
Tiago Ulisses (PV) – Sim
Tito Torres (PSDB) – Sim
Rogério Correia (PT) – Sim 
Ulysses Gomes (PT) – Sim
Vanderlei Miranda (PMDB) – Sim

Voto contrário:

Alencar da Silveira Júnior (PDT) – Não
Antônio Jorge (PPS) – Não
Arlete Magalhães (PTN) – não
Celinho do Sinttrocel (PCdoB) – Não
Douglas Melo (PSC) – Não
Doutor Jean Freire (PT) – Não
Fabiano Tolentino ( PPS) – Não
Fred Costa (PEN) – Não
Glaycon Franco (PTN) – Não
Gustavo Valadares (PSDB) – Não
Ione Pinheiro (DEM) – Não
João leite (PSDB) – Não
João Vitor Xavier (PSDB) – Não
Leandro Genaro (PSB) – Não
Léo Portela (PR) – Não
Marília Campos (PT) – Não
Mario Henrique Caixa (PCdoB) – Não
Nozinho (PDT) – Não
Rosângela Reis (PROS) – Não
Sargento Rodrigues (PDT) – Não
Wander Borges (PSB) – Não
Noraldinho (PSC) – Não