Diretora do Procon Itabira alerta para a compra de remédios falsificados

A falsificação de medicamentos é descrita por lei como crime hediondo

Diretora do Procon Itabira alerta para a compra de remédios falsificados

Nos últimos anos tem aumentado a quantidade de remédios falsificados em todo o país. Fatores como preço, acessibilidade e falta de informação podem levar o consumidor a comprar um remédio clandestino.

De acordo com diretora-executiva do Procon Itabira, Rejane Assis Bretas, a falsificação de medicamentos é descrita por lei como crime hediondo. Estabelecimentos que vendem produtos falsificados podem pagar multas e até mesmo ter a licença de funcionamento cassada definitivamente. “Todos os produtos, inclusive os medicamentos, possuem requisitos específicos de qualidade que devem ser seguidos pelos seus fabricantes”, alerta.

Rejane cita que, para se evitar a venda ilegal, até 2016, as embalagens dos remédios deverão conter uma identificação única, capaz de permitir ao paciente saber todo o histórico e localização do produto e também verificar se ele é original e se tem procedência legal.

A diretora ainda lembra que a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) fará rastreamentos, por meio de pontos bidimensionais como o código de barras, para saber informações como lote, datas, locais de vendas, validade e número de registro na Anvisa.  “Com essa metodologia, todas as caixinhas de remédio fabricadas no país terão uma espécie de impressão digital”, exemplifica.

Rejane orienta que o consumidor pode fazer uma denúncia no Procon, na Vigilância Sanitária e até mesmo nas Delegacias de Repressão aos Crimes Contra a Saúde, da Polícia Civil.  Há também o Disque Saúde (0800 61 1997) e o Disque Medicamento (0800 644 0644), do Ministério da Saúde. No site da Anvisa, o consumidor pode obter informações sobre remédios falsificados.

Orientações:

-Nunca compre medicamentos em feiras e camelôs;

-Só compre os produtos em farmácias e drogarias, especialmente as que você já conhece;

-Muita atenção com promoções e liquidações: preços muito baixos podem indicar que o remédio tem origem duvidosa, sem garantia de qualidade ou ser produto roubado;
-Exija a nota fiscal da farmácia ou drogaria;

-Guarde a nota fiscal, a embalagem e a cartela ou frasco que está sendo usado. Eles serão comprovante, em caso de irregularidade, para eventual queixa;

-Não compre medicamentos com embalagens amassadas, lacres rompidos, rótulos que se soltam com facilidade ou que estejam apagados e borrados;

-Se o remédio deixar de fazer efeito, procure imediatamente o médico.  

Serviços relacionados