Servidores do Pronto Atendimento protestam em Monlevade

Manifestantes usavam faixas, cartazes e narizes de palhaço na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Metalúrgico

Servidores do Pronto Atendimento protestam em Monlevade
Cerca de 15 funcionários efetivos da área da Saúde de João Monlevade, que atuam no Pronto Atendimento (PA), cruzaram os braços na manhã desta quarta-feira, 7 de janeiro, em protesto por melhores condições de trabalho. A paralisação teve início por volta das 7h30, em frente ao prédio da unidade.
 
Os manifestantes usavam faixas, cartazes e narizes de palhaço na Avenida Getúlio Vargas, no bairro Metalúrgico. Um carro de som do Sindicato dos Trabalhadores Metalúrgicos de João Monlevade também foi usado no protesto.
 
Os servidores fechavam o trânsito a cada cinco minutos e entregaram aos motoristas um folheto com pedido de socorro. “Os funcionários do PA pedem socorro!!! Queremos condições dignas de trabalho, equipamentos de segurança, atenção à saúde, ambiente saudável e salários dignos”.
 
Carlos Alberto Silva, presidente do Sindicato dos Trabalhadores do Serviço Público Municipal de João Monlevade (Sintramon), disse que a paralisação é uma advertência. De acordo com ele, o aparelho de ar condicionado da unidade de saúde está sem funcionar há mais de quatro meses. “Lá dentro está com mais de 23 graus de temperatura, o que não é recomendado pela saúde, e o pessoal está exposto a isso. Não tem luva adequada para trabalhar, falta equipamentos de segurança, a água para beber está turva. O pessoal está trazendo água de casa para tomar”, disse Carlos Silva.
 
O presidente do Sintramon disse que somente os funcionários efetivos aderiram ao protesto, e que os médicos do PA não participaram da manifestação. Ele informou ainda que, caso a Administração Municipal não atenda às reivindicações dos servidores, novas manifestações vão ocorrer. (Bell Silva/O Popular)

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