Líderes comunitários explicam manifestação de moradores no bairro Barreiro
Alexandro e Agnaldo compareceram a DeFato nessa segunda-feira
Os líderes comunitários do bairro Barreiro em Itabira, Alexandro Vieira Gomes e Agnaldo Vieira Gomes, visitaram a redação de DeFato Online nesta terça-feira, 16 de setembro, e explicaram a manifestação registrada na MG-129, na manhã de ontem, 15, quando alguns moradores atearam fogo em pneus e interditaram o trânsito reivindicando água, luz, pavimentação e outras melhorias.
De acordo com eles, a manifestação não representa o sentimento de toda a comunidade do bairro. Alexandro disse que apenas moradores da rua Clementina de Assis Teixeira participaram da ação. “Nós apoiamos as reivindicações dos moradores, mas não da forma como foi feita, obstruindo uma rodovia, queimando pneus”, disse o líder comunitário.
Agnaldo, vice-líder comunitário, destaca que a rua em questão não teve seus loteamentos regularizados, e, por isso, a Prefeitura enfrenta dificuldades em investir no local. “A Prefeitura precisa fazer tudo dentro da legalidade, e como os moradores não possuem documentação, a situação fica complicada”, disse Agnaldo.
No entanto, os líderes frisaram que a Prefeitura tem ajudado bastante o bairro Barreiro com diversas obras de infraestrutura. “Só nessa rua que há essa dificuldade por causa da irregularidade. Mas a Prefeitura está comprometida em ajudar e está buscando maneiras de solucionar os problemas”, destacou Alexandro, apontando uma dezena de obras que já foram feitas na região.
Agnaldo revela que o dono dos loteamentos não consultou a Prefeitura sobre como deveria ser feita a urbanização e a regularização do local. Desta forma, os lotes foram vendidos e os compradores receberam apenas recibos.
Os representantes do bairro sugerem aos moradores da referida rua que procurem a pessoa responsável pelos loteamentos e a Prefeitura para regularizar a situação dos imóveis. “Segundo a lei, a pessoa que fez o loteamento tem a obrigação de respeitar o Plano Diretor da cidade e entregar o terreno com a infraestrutura”, explicou Alexandro.