EDITORIAL: A ânsia de holofotes tira o brilho da imprensa itabirana

A DeFato não mendiga privilégios. Esse órgão de imprensa apenas cobra um tratamento justo e imparcial

EDITORIAL: A ânsia de holofotes tira o brilho da imprensa itabirana
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O fato mais impactante desta manhã de terça-feira (4), em Itabira, foi a prisão do médico Danilo Costa, de 46 anos. O profissional da saúde é suspeito de estuprar uma paciente com câncer de mama. O Grupo DeFato/Rádio Caraça divulgou, inicialmente, a matéria com o mínimo de dados sobre o assunto. Essa situação vai de encontro à filosofia de trabalho desta empresa de comunicação. O Grupo DeFato/Rádio Caraça, ao logo de sua história, sempre se conduziu pelos caminhos da ética, clareza e precisão.

Em suma. O portal de notícias e a emissora têm compromisso com o jornalismo de qualidade. Repete-se aqui: a divulgação da ocorrência policial de hoje fugiu das nossas características. Noticiou-se laconicamente o suficiente para a manutenção do compromisso com o leitor e ouvinte, que são a nossa razão de ser. Nota-se que os veículos do Sistema Globo publicaram a notícia com detalhes em primeira mão. E onde está o X desta questão?  E fácil encontra-lo. Observe o desatino.  A direção da Polícia Civil de Itabira privilegiou a chamada grande imprensa da capital com vastas informações.

A “pequena imprensa da paróquia” foi solenemente ignorada. Nesse contexto, Itabira nunca foi tão Mato Dentro. O Grupo DeFato/Rádio Caraça lamenta profundamente essa postura parcial de autoridades bancadas pelo contribuinte. A Polícia Civil não é capitania hereditária de determinados donatários. A instituição é um patrimônio da sociedade mineira. Esse grupo de imprensa (um parceiro incondicional das forças policiais da cidade) sempre reconheceu, pelo mérito, a eficiente atuação das Polícias Civil e Militar. Entende-se, porém, a ânsia de holofotes. Faz parte da natureza humana. O que se lamenta é a opção por fachos de luz de maior intensidade.

A DeFato e a Rádio Caraça mostraram “involuntariamente” apenas o mínimo da ocorrência policial. Melhor se encerrasse a matéria com caótica observação: maiores detalhes na Globo. A iniciativa da direção da Polícia Civil de Itabira denota falta de respeito com os profissionais do jornalismo local. E pior, revela que interesses particulares de determinados funcionários públicos se encontram acima dos princípios da própria instituição. A DeFato e Rádio Caraça esperam que a cúpula da Policia Civil de Minas Gerais se posicione diante do lamentável “incidente”.

O Grupo DeFato/Rádio Caraça não mendiga privilégios. Esse órgão de imprensa apenas cobra um tratamento justo e imparcial.