Vigilância em Saúde se organiza para combate à leishmaniose
Superintendente da Vigilância em Saúde, Roberto Guerra, explicou as ações da equipe

Com os crescentes casos de leishmaniose canina, a Vigilância em Saúde de Itabira se organiza para um possível enfrentamento no combate à doença. Estudos estão sendo feitos para identificar áreas de maior risco na cidade.
Apesar de os números sofrerem um aumento, a situação em Itabira ainda não preocupa, segundo o superintendente de Vigilância em Saúde, Roberto Guerra. “Temos tido casos pela cidade, mas não há uma situação de surto epidêmico. Estamos monitorando alguns bairros e vamos partir para o levantamento do inquérito sorológico em algumas áreas, de acordo com a incidência”, explicou.
Um dos bairros que, a princípio, apresenta grande número de casos confirmados é o Campestre, mas análises ainda precisam ser feitas para definir os trabalhos da equipe de Vigilância em Saúde.
Segundo Roberto, é extremamente importante que todo veterinário que diagnosticar a doença notifique ao Serviço de Saúde Pública. “É uma obrigação prevista em lei, já que é uma doença de notificação compulsória”, disse. A partir da notificação, a equipe da vigilância visita o endereço onde foi constatada a doença e o veterinário da equipe faz o exame clínico do animal. Se necessário, coleta-se material para análise, que é feita no laboratório oficial do Estado, na Fundação Ezequiel Dias (Funed).
Doença
A leishmaniose pode ser transmitida ao ser humano, e por isso, caso constatada no cão, recomenda-se sacrificar o animal por servir de reservatório da doença e possibilitar a sua transmissão, mesmo que seja submetido a tratamento.
A transmissão é feita somente pelo mosquito palha, que ao picar o animal infectado passa a “transportar” a doença, transmitindo a outro animal se picá-lo. Roberto Guerra destaca que sem a presença do vetor, não há risco. “A primeira coisa ao adquirir um animal é vacinar contra leishmaniose. A vacina disponível no mercado tem uma taxa de conversão acima de 90% e é bem segura. Além disso, é importante estar atento aos sintomas da doença e ter um veterinário de confiança monitorando a saúde do seu cão”, detalhou.





