Viola de Ponta Cabeça propõe nova ‘roupagem’ ao instrumento

Alunos têm a noção de técnicas e adaptações que resultam em estilos diferentes

Viola de Ponta Cabeça propõe nova ‘roupagem’ ao instrumento

Ouvir o som de uma viola remete logo às rodas e aos 'causos' do meio rural. Ouvir várias violas ao mesmo tempo é ainda mais interessante. Com uma uma nova ‘roupagem’, pode ser ainda melhor. Com a finalidade de apresentar novas possibilidades de aplicação à viola, que vão além do universo caipira, é realizada a oficina “Viola de Ponta Cabeça”. O workshop de dois dias teve início nessa quinta-feira, 24 de julho, e se encerra na noite desta sexta, 25, na Casa de Drummond, dentro da programação do 40º Festival de Inverno de Itabira. Confira a programação.

As aulas são destinadas a pessoas que já tocam o instrumento. Além da forma tradicional, os dez alunos têm a noção de técnicas e adaptações que resultam em estilos como o flamenco, o choro e o jazz. Com mais de 20 anos na área e vários cursos voltados à música, o violeiro belo-horizontino Fernando Sodré, que ministra a oficina, há muitos anos vem pesquisando o instrumento e encontrou formas de torná-lo ainda mais atrativo.

Declarou o professor: “O legal dessa oficina é passar um pouco da minha experiência, tanto de técnica, como de vida. É mostrar um pouquinho dos meus conhecimentos para os alunos. A viola hoje em dia está entrando em vários estilos musicais, como o samba, o pagode e outros gêneros”. Segundo ele, apesar da curta duração, os encontros ajudarão a quem já toca, propiciando uma nova visão, até mesmo aos que o fazem profissionalmente.

Jovem violeiro

Dentre os participantes, que vieram de São Gonçalo do Rio Abaixo, Belo Horizonte e até Ouro Preto, o destaque é para o jovem itabirano Gabriel Pereira Silva Fernandes. O jovem violeiro, de apenas 13 anos, que tem como referências Tião Carreiro e Almir Sater, absorveu as dicas e tem gostado da oficina. “Fico tocando moda de viola e quero aprender novos estilos de música”, disse, timidamente. Com destreza, arriscou o solo da música “Vide Vida Marvada”, de Rolando Boldrin, e fez bonito. Nada mal, para quem iniciou na viola há apenas sete meses. 

Confira alguns momentos da oficina: