Exposições de artistas mineiros são inauguradas na Fundação Cultural
“A imitação da Vida” expunha obras do artista Jorge Fonseca
Na noite dessa quarta-feira, 9 de julho, duas exposições foram inauguradas na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade. A primeira, de Jorge Fonseca, intitulada “A Imitação da Vida”, expõe obras do artista na galeria da fundação.
A exposição, segundo o próprio artista conta, é a conclusão de todo o seu trabalho ao longo de 20 anos de carreira. “Gosto de retratar cenas cotidianas, domésticas, cenas de rua, pequenos acontecimentos que consigo retratar sob minha maneira. Não tenho limite para usar material, uso tecido, madeira, lata, o que tiver. Fixo-me mais na ideia e na brincadeira que posso realizar”, relatou Jorge.
Mineiro de Conselheiro Lafaiete, Jorge representa em seu trabalho a simplicidade de sua vida no interior. “Cresci vendo costumes populares e comecei a fazer arte com o material que eu tinha acesso. Minha formação e o que estava a minha volta me deram materiais para que o trabalho fosse assim”, disse Jorge.
Autodidata, começou abordando assuntos cotidianos, como as relações familiares, religiosas e amorosas “A vida é infinita. Ela fornece um vasto material para gente poder trabalhar”, contou.
Foyer
Já no segundo andar da Fundação, no Foyer, o pintor, desenhista e gravador Mário Zavagli expunha seu trabalho de aquarelista. A exposição retrata o caminho percorrido pelos grandes artistas viajantes do século XVII, em Minas Gerais.
De volta à Itabira após 21 anos, o pintor apresenta, em seus quadros, uma riqueza gigantesca de detalhes que retratam paisagens da Serra da Mantiqueira. “As imagens são em homenagem a um artista austríaco que esteve no Brasil em 1871, ficou 11 meses e produziu 800 trabalhos. É um dos grandes aquarelistas da história”, contou o pintor.
Ainda sobre seu trabalho, Mário conta que é a representação de um Brasil intocado, sem presença humana. “Eu entro no mato, às vezes em lugares complicadíssimos, e fotografo as paisagens para depois trabalhar em cima da fotografia. Levo quatro meses para produzir as aquarelas”, disse.
Todas as imagens apresentavam selos postais, referindo-se a cartões postais, para dar às imagens um lado mais gráfico. “As aquarelas são muito pictóricas. Queria reforçar a ideia do desenho gráfico, e o selo remete a um objeto gráfico que é o cartão postal, que tem um pouco da ideia de terra intocada, de perda do paraíso, um pouco idílico”, explicou.
