Anteprojeto de vereadores sugere programa preventivo no controle de pombos

Documento prevê que o Executivo execute diversas medidas de controle

Anteprojeto de vereadores sugere programa preventivo no controle de pombos

Um anteprojeto será enviado da Câmara à Prefeitura de Itabira para sugestionar que o prefeito de Itabira, Damon de Sena (PV) crie um programa preventivo de controle dos focos de pombos na cidade, combatendo as doenças geradas pelas aves. A matéria foi idealizada pelos  vereadores Solimar Silva (SDD) e Pacelli Eustáquio (PMN).

Uma das justificativas do anteprojeto é de que nas regiões urbanas surgem graves problemas para a saúde da população provocados pela proliferação desordenada das aves, que vivem em média 15 anos e estão aptos para reprodução já aos oito meses de vida. Entre as diversas doenças relacionadas a esses animais, incluem a cegueira, infecções no cérebro, pulmões e intestino.

O documento prevê que o Executivo execute as seguintes medidas: editar e expedir normas para que todos os hospitais e postos de saúde municipais notifiquem naquelas unidades todos os casos de doenças provocadas pelos animais. A prefeitura deverá também promover em toda a rede municipal de ensino atividades que esclareçam sobre a doença e, junto à mídias, campanhas de esclarecimento e contatos de assistência médica para estes casos.  

O Executivo deve ainda celebrar convênios e acordos de cooperação com órgãos e outros estados reconhecidos no trato da questão. “O que pretende este projeto, não é absolutamente erradicá-los [os pombos], e sim promover o controle eficaz de seus focos, controlar a proliferação desordenada, orientar e educar a população para um contato nocivo”, diz o texto.

Alerta

No final do ano passado, o coordenador do Controle de Vetores, César Augusto Nunes, comentou alertou para o cuidado no contato com as aves. Segundo ele, os pombos alimentam-se, preferencialmente, de grãos, sementes, frutos e insetos. Nas cidades, há pessoas que disponibilizam milho, pães e restos de refeições. O lixo em lotes vagos, quintais e ruas também servem de alimento às aves. “Tais situações fazem com que os pombos deixem de buscar a alimentação adequada na natureza”, alerta o coordenador. Além disso, a oferta excessiva de alimentos favorece o aumento da reprodução dessas aves.