A Polícia Civil prendeu, na noite desta segunda-feira, Anderson Gomes Aleixo, acusado de matar o taxista Francisco de Assis Coelho Neves, de 34 anos, que estava desaparecido desde o último dia 8 de junho. De acordo com informações da 32ª DP (Taquara), que investiga o caso, a vitima primeiro levou uma martelada, depois foi esfaqueada e em seguida esquartejada com uma machadinha. O motivo do crime, ainda segundo a polícia, foi ciúmes. Anderson é marido de uma amiga de infância de Francisco e não gostou de saber que os dois estavam conversando por uma rede social. O acusado confessou o crime aos policiais.
De acordo com as investigações, depois de saber do contato entre os dois, o acusado armou uma emboscada para o taxista. Fingindo ser a esposa, ele marcou um encontro com Francisco no último dia 8, na própria residência do casal, em Realengo, na Zona Oeste. Anderson obrigou a mulher a receber o amigo, e lá dentro passou a atacá-lo.
Os dois ainda travaram uma luta corporal, mas o acusado conseguiu golpear o taxista. De acordo com a polícia, após matar Francisco, Anderson chamou um primo, que é traficante da Vila Vintém, em Bangu. Com a ajuda dele, levou o corpo da vítima para o banheiro da casa, onde seu corpo foi esquartejado. Em seguida, eles jogaram os restos do cadáver num córrego.
Após a morte do taxista, o acusado passou a manter a esposa, que teria assistido o crime, em cárcere privado na casa deles. Nessa segunda-feira, após o marido sair para sacar dinheiro, a mulher conseguiu ligar para a polícia. Anderson foi preso em flagrante na favela do Barbante, e autuado na Lei Maria da Penha por cárcere privado e ameaça. Ele está na 32ª DP.
O acusado já tinha deixado um rastro do crime. O táxi e o celular de Francisco foram dados por ele ao primo que o ajudou, e o veículo acabou localizado pela polícia sendo usado por outra pessoa.
Anderson já tem passagem pela polícia. Em 2011, ele foi preso por agredir a ex-companheira e tentar matar o filho dela.
O taxista Francisco desapareceu na noite do último dia 8, após ir a uma festa com os amigos. Ele foi visto pela última vez na Estrada da Ligação, em Jacarepaguá, por volta de meia-noite, vestindo blusa preta e calça jeans.
Entenda o caso
O taxista desapareceu na noite do último dia 8, após ir a uma festa com os amigos. Ele foi visto pela última vez na Estrada da Ligação, em Jacarepaguá, por volta de meia-noite, vestindo blusa preta e calça jeans. Segundo relatos, cada um foi embora no seu carro — ele num táxi Astra, placa KMW 4217 — e, desde então, não o viram mais. Ele teria informado aos amigos que iria para Belford Roxo. Francisco é solteiro e não tem filhos. A informação informação chegou pelo WhatsApp do EXTRA (21 99644-1263 e 21 99809-9952).
Segundo a vendedora Alessandra da Silva, de 38 anos, amiga de Francisco, a última publicação dele foi em 7 de junho:
— Ele escreveu que estava muito chateado com algo, mas não mencionou detalhes. Disse que teria que aprender a viver.
A comissária de bordo Elisandra Ries Batista, de 28 anos, que chegou a estudar para uma prova da Agência Nacional de Aviação Civil — ela para pilotar aviões, ele para helicópteros — falou sobre o temperamento dele:
— Ele sempre se revoltava com as coisas. Se algo não dava certo, ficava muito para baixo.
Elisandra comentou, ainda, que ele tinha planos de ir para os Estados Unidos onde o curso para piloto comercial é mais barato.
Pelo Facebook, amigos contam que já verificaram todos os hospitais de Jacarepaguá, além de Salgado Filho e Carlos Chagas, e não o encontraram. Já foi feito um registro de ocorrência. (Extra)