Moradores do Gabiroba ameaçam interditar trânsito e fechar comércios
Além das ruas, outro problema que tem preocupado o bairro Gabiroba é a segurança
Moradores do bairro Gabiroba, em Itabira, iniciaram um protesto pacífico reivindicando o asfaltamento de diversas ruas e mais segurança para o bairro. Faixas penduradas em pontos estratégicos pedem pavimentação de 13 ruas que, segundo os moradores, não estão em boas condições. Comerciantes e moradores pretendem também interditar as principais vias e fechar os estabelecimentos comerciais.
O presidente do bairro, Marcelo Alves Silva, explicou que a iniciativa da mobilização partiu da própria comunidade. Reuniões já foram feitas com a população e com donos de estabelecimentos, com a participação de pelo menos 45 pessoas. Os moradores pedem a pavimentação das ruas W19, DW 73, DW 74, DW 80, DW 61, BW3, BW5, BW6, BW10, BW13, travessa das Cantineiras, dos Médicos e final dos Eletricistas.
Marcelo disse que a comunidade já enviou solicitações ao prefeito Damon de Sena e pediu respostas em 70 dias. Passado o tempo, os moradores resolveram espalhar os cartazes na tentativa de obter respostas. “Na realidade a gente está reivindicando. Tem poucas ruas para asfaltar e é isso que o povo está querendo”, afirmou Marcelo.
Segurança
Além das ruas, outro problema que tem preocupado o bairro Gabiroba é a segurança. Segundo Marcelo, os comerciantes já se reuniram com a associação e também encaminharam um ofício ao prefeito solicitando medidas urgentes – principalmente por causa da quantidade de assaltos.
Os lojistas pedem um posto policial no bairro e também ameaçam fechar seus estabelecimentos. De acordo com o presidente, apenas um supermercado ainda não aderiu ao movimento. “Dia 26 tem uma reunião. Se não tiver respostas, os moradores fecharão as principais ruas e os comércios. Oitenta comerciantes são a favor do protesto”, disse o presidente.
Em relação à pavimentação das ruas, a reportagem entrou em contato com a Prefeitura de Itabira, por meio da Assessoria de Comunicação, mas não obteve resposta até a publicação desta matéria. Sobre a segurança, o subcomandante do 26º Batalhão de Polícia Militar reafirmou que a corporação não trabalha mais com posto fixo e, sim, com Base Comunitária Móvel. Major Laurito Reis disse que a PM faz acompanhamentos constantes sobre a situação dos crimes em Itabira e, de acordo com a demanda, desloca a base para determinadas regiões.
Um exemplo é a onda de assaltos a drogarias e outros comércios na região central nas últimas semanas. Para trazer tranquilidade aos comerciantes, a Base Comunitária Móvel foi designada para ficar nas imediações. O mesmo pode acontecer com o bairro Gabiroba, segundo o major. O subcomandante afirmou ainda que as lideranças comunitárias do bairro podem solicitar uma reunião diretamente com o comandante da 83ª Cia. da PM, capitão Werner, para tratar do assunto com mais detalhes.