Julian Assange marca presença em Cannes para estreia de documentário sobre sua trajetória
Fundador do WikiLeaks participou da première de “The Six Billion Dollar Man”, produção que revisita sua história e reacende debate sobre liberdade de imprensa
O jornalista e ativista australiano Julian Assange fez uma rara aparição pública nesta quarta-feira (21) no Festival de Cinema de Cannes, na França. Ele participou da estreia mundial do documentário sobre Julian Assange, intitulado The Six Billion Dollar Man (O Homem de Seis Bilhões de Dólares), dirigido por Eugene Jarecki.
A exibição integra a seção Special Screenings do festival e marca um momento simbólico, sendo um dos primeiros eventos públicos de Assange desde sua libertação da prisão em junho de 2024, após um acordo com autoridades dos Estados Unidos. O filme, que tem estreia prevista para esta quarta-feira (21), narra a trajetória do fundador do WikiLeaks com uma abordagem de suspense político e tecnológico, reunindo imagens inéditas e arquivos confidenciais da organização.
O documentário apresenta Assange como um símbolo contemporâneo da luta pelo direito à informação. Sua prisão por mais de cinco anos na Inglaterra em decorrência de acusações relacionadas à divulgação de documentos sigilosos do governo norte-americano, foi considerada, por diversos especialistas, uma ameaça sem precedentes à liberdade de imprensa. O longa mergulha nos bastidores dessa batalha judicial e revela, segundo a produção, novas evidências que ampliam o debate sobre o papel da mídia investigativa na era digital.
Além da exibição em Cannes, Assange também foi destaque nas redes sociais nos últimos dias após se reunir com o presidente Lula. O encontro aconteceu durante a viagem de Lula a Roma para o funeral do Papa Francisco, e, segundo o próprio presidente, foi realizado de forma privada. A reunião não constava na agenda oficial da presidência.
A presença de Assange no circuito internacional após anos de reclusão reacende discussões sobre transparência governamental, poder das big techs e os limites entre jornalismo, ativismo e segurança nacional. A expectativa é que o documentário gere repercussão global à medida que for exibido em outros festivais e plataformas de streaming.




