Interrogatório de Bolsonaro e outros 7 réus será na próxima semana

O ministro Alexandre de Moraes, relator, determinou que os interrogatórios sejam feitos de forma presencial, no plenário da Corte

Interrogatório de Bolsonaro e outros 7 réus será na próxima semana
Foto: Tânia Rêgo/Agência Brasil

O início do interrogatório do ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) e outros 7 réus está agendada para a partir da próxima segunda-feira (9), na ação que apura a trama golpista, nas eleições de 2022.

O ministro Alexandre de Moraes, relator, determinou que os interrogatórios sejam feitos de forma presencial, no plenário da Corte, pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF).

O ex-ministro e general Braga Netto, que está preso preventivamente no Rio de Janeiro, será ouvido por vídeoconferência.

O ex- ajudante de ordens de Bolsonaro, o tenente-coronel Mauro Cid que fez acordo de delação premiada, será o primeiro a ser ouvido.

Na sequência, serão ouvidos, em ordem alfabética.

Alexandre Ramagem, ex-diretor da Abin;

Almir Garnier, ex-comandante da Marinha;

Anderson Torres, ex-ministro da Justiça;

Augusto Heleno, ex-ministro do GSI;

Jair Bolsonaro, ex-presidente da República;

Paulo Sérgio Nogueira, ex-ministro da Defesa;

Walter Braga Netto, ex-ministro da Casa Civil.

O interrogatório vai acontecer a partir da 14h e se estende até as 20h.

As audiências podem ter prosseguimento na terça-feira, caso haja necessidade de ouvir mais réus, com data limite para término até a sexta-feira (13).

A Constituição reserva aos réus o direito de permanecer em silêncio, para não produzir provas contra eles próprios.

Nesta segunda-feira (2), o STF concluiu os depoimentos das testemunhas de acusação e defesa dos 8 réus, ouvindo 52 pessoas no total.

A acusação contra Bolsonaro é a de liderar uma organização criminosa que teria atuado para mantê-lo no poder, mesmo após a derrota no pleito de 2022.

As audiências com as testemunhas foram feitas por videoconferência e comandadas pelo ministro Alexandre de Moraes.

Nos depoimentos, embora sem unanimidade dos ouvidos, há relatos de que houve uma reunião no Palácio da Alvorada, em que se discutiu uma ideia de ruptura democrática.

Num desses depoimentos, tensos, o ministro Alexandre de Moraes ameaçou prender o depoente Aldo Rebelo, ex-ministro da Defesa de Dilma Rousseff.

Fonte: G1