“Som da Rua” movimenta Praça do Areão com muito reggae

Entitulado “Som na Rua”, o evento ocorrerá a partir das 14h e é realizado pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA)

“Som da Rua” movimenta Praça do Areão com muito reggae

No próximo domingo, 8 de junho, a Praça do Areão será palco de encontros de dois projetos importantes na divulgação do movimento reggae em Minas Gerais: o Bam Sound System e o Deskareggae Sound System. O evento, entitulado “Som na Rua”, ocorrerá a partir das 14h e é realizado pela Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade (FCCDA). 

No local, será montando um grande sistema de som. Liderado pelos DJs e produtores Rafael Rosa (Ruffah), Leo Vidigal, Pedro Varella, Yuga e Alex C, o Deskareggae elabora suas músicas exclusivas (dubplates) em conjunto com os artistas jamaicanos e brasileiros, criando um acervo único e exclusivo de vinis. Em Itabira o evento será no original forma­to “sound system” jamaicano com a presença dos convidados: Junior Dread (SP) e Nathy Faria (BH) que vão comandar o microfone.

Comandado pelo músico mineiro Juninho Ibituruna, o BAM promove a mistura de elementos artísticos (espetáculo de improvisação, ar­tistas circenses e instrumentistas) realizando a fusão dos trabalhos individuais ao som do Reggae, Ska, Dub e Funk Soul. O projeto tem como objetivo criar o encontro entre estas linguagens e gerar um projeto em comum entre a rotatividade de performances. 

Outras informações pelo telefone: (31) 3835-2102 ou pelo site www.fccda.mg.gov.br

Sound system

Ao pé da letra a expressão “sound system” significa “sistema de som”. E é montando um grande sistema de som, a partir das 14h de domingo, 8 de junho, que a Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade realiza o “Som na Rua”.

Baseado em umas pedras fundamentais do desenvolvimento do reggae como estilo musical e fenômeno social, o “sound system” é uma cultura surgida na Jamaica, entre as déca­das de 40 e 50. Com os seus DJ, MCs e aparelhagens se tornou o centro das atenções e retrato fiel da música e cultura jamaicana.

A Jamaica do pós-guerra era um país de população extremamente pobre. Com pouca capacidade para acessar a cultura, viram nos “sound systems” a única fonte de informação musical e lazer. Nas mãos habilidosas de seus DJ’s, puderam misturar R&B e soul music ao reggae e, assim, ver surgir um som experimental que, rapidamente, se popularizou como SKA.