Benjamin Netanyahu é o carrasco do seu próprio povo
Aqui se fala de um dos maiores facínoras da história da humanidade
A vida anda dura para o povo de Israel. A tradicional paz noturna de Tel Aviv agora conta com a companhia de assustadoras sirenes, ou uivo da morte. O som tétrico ecoa pouco antes de potentes explosões. E a situação piora, ainda mais, quando densas fumaças negras escapam das estruturas de imponentes edifícios. E, num instante, tudo vira pó.
Há pouco tempo, os conterrâneos de Jesus Cristo levavam uma vida relativamente tranquila, até mesmo pacata. As noites eram suaves e conservavam certo glamour. De repente, a “terra prometida“ ardeu como um inferno. Mas qual a causa de tão radical transformação? Eu conto para você. Um representante do tinhoso promoveu a arruaça toda. O ”coisa ruim” tem nome, sobrenome e alcunha: Benjamin Netanyahu “Bibi”. Na realidade, aqui se fala de um dos maiores facínoras da história da humanidade. Afirma-se isso com chance zero de erro.
Antes de prosseguir com essa delonga, fazem-se necessários esclarecimentos básicos. Este preâmbulo servirá para eliminar falsas aparências. Em primeiro lugar, Israel não é uma democracia convencional. Pelo contrário. O Estado sionista nem tem constituição. Assim como os vizinhos árabes, o sistema institucional é uma espécie de teocracia. O fundamentalismo judeu tem como arcabouço o Torá, livro sagrado do Judaísmo. Outro ponto contraditoriamente exótico. O primeiro-ministro Bibi não é originalmente de extrema-direita. Acredite se quiser. Ele não passa de simples oportunista, pois aliou-se a extremistas para se manter no poder. Então, não se trata de radical ideológico, embora sonhe com o totalitarismo.
E retornemos ao ponto inicial. Neste momento, vale mencionar que Netanyahu é amigo íntimo da guerra. O sujeito só consegue sobreviver em meio a carnificinas. Este animal alimenta-se de sangue e pólvora. Os dois ingredientes são essenciais à sua sobrevivência política. O premier carrega nos ombros uma carreta ética com sérias denúncias de corrupção. Benjamin sabe que o fim da pancadaria significará o início da sua temporada na masmorra. Neste aspecto, o dirigente é ”grato” aos terroristas do Hamas pelo covarde atentado de 7 de outubro de 2023.
E, aqui, vem o Irã. O ataque inesperado à velha Pérsia foi um ato da mais completa imbecilidade. A atitude insana aconteceu um dia depois da conquista de uma moção de confiança no Knesset. O estabanado Bibi, contudo, cometeu grave erro de avaliação. Imaginou que, como sempre, o aiatolá Ali Khamenei se portaria como cachorro vira-lata, aquele que muito late e pouco morde. Desta feita, porém, foi diferente. O caramelo iraniano partiu com tudo pra cima do pitbull judeu, sem dó, nem piedade. E a população indefesa que se dane. Os pobres israelenses pagam muito caro pela psicopatia do líder maior da nação. Enfim, como se vê, Benjamin é o carrasco do seu próprio povo. Mas, por incrível que pareça, a maioria dos judeus apoia a precipitada iniciativa bélica do cão.
P.S.1: O ataque dos Estados Unidos ao Irã foi uma atitude canalha, estúpida e irresponsável. Trump é um dos mais notórios psicopatas no exercício do poder, em todos os tempos. O mundo encontra-se muito próximo de devastadora Terceira Guerra Mundial. Só o triunfo dos desobedientes conseguirá salvar o planeta.
P.S.2: A presença da bandeira de Israel na Marcha para Jesus é tão exótica quanto a presença da bandeira do Cruzeiro na marcha para o Galo. Que pessoal mais sem noção!
Sobre o colunista
Fernando Silva é jornalista e escreve sobre política em DeFato Online.




