Marido de Zambelli foi exonerado de cargo de segurança em cidade cearense

O pedido de afastamento já havia sido pedido anteriormente, no último dia 21 de maio, sob alegação de “doença em pessoa da família”

Marido de Zambelli foi exonerado de cargo de segurança em cidade cearense
Foto: Lula Marques/ Agência Brasil

O coronel Antônio Aginaldo de Oliveira, secretário de segurança pública de Caucaia, na Grande Fortaleza (CE), foi exonerado, a pedido, do cargo que ocupava. A decisão foi publicada no Diário Oficial do Município nesta segunda-feira (30).

O coronel Aginaldo concorreu à Prefeitura de Caucaia em 2024, pelo PL, ficando em quarto lugar no pleito eleitoral.

Aginaldo é casado com a deputada federal Carla Zambelli (PL), condenada à prisão pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

O prefeito de Caucaia, Aumi Amorim (PSD), em comentário sobre a saída do ex-secretário de Segurança deixou claro que ele foi exonerado a pedido e agradeceu sua participação no governo municipal.

“Quero agradecer ao coronel pelos serviços prestados e pelo trabalho realizado à frente da nossa segurança. Reafirmo que seguimos firmes com o nosso compromisso de garantir mais segurança para toda a população da nossa Caucaia”.

O coronel Aginaldo foi diretor da Força Nacional de Segurança Pública (FNS) em 2019. Com o apoio de Jair Bolsonaro, ele concorreu a deputado federal em 2022, mas não conseguiu se eleger.

O pedido de afastamento já havia sido pedido anteriormente, no último dia 21 de maio, sob alegação de “doença em pessoa da família”, conforme o Diário Oficial do município publicado na data.

Zambelli, após condenação pelo STF, viajou à Argentina, de onde foi para os Estados Unidos e, por fim, à Itália, onde tem cidadania daquele país. Considerada fugitiva da Justiça, Zambelli decidiu-se afastar do mandato e é alvo de inquérito na Corte que investiga sua fuga e pede sua extradição às autoridades italianas.

A investigação foi aberta pelo ministro Alexandre de Moraes que apura possíveis crimes de coação no curso do processo e de obstrução de investigação.

A deputada foi condenada à prisão e perda de mandato, por unanimidade pela Primeira Turma da Corte.

Apontada por coordenar invasão e inserção de documentos falsos nos sistemas do Conselho Nacional de Justiça (CNJ), Zambelli também responde por perseguir, armada de revólver, um homem que supostamente a teria agredido verbalmente em ruas de São Paulo.

Seu nome foi incluído na lista vermelha da Interpol, onde estão os foragidos internacionais.

*Fonte: G1