Homenagem às mulheres negras marca programação do Julho das Pretas na Câmara Municipal de Itabira; saiba mais

Atividade terá exibição de documentário, apresentação cultural e debate sobre políticas públicas para igualdade racial e de gênero

Homenagem às mulheres negras marca programação do Julho das Pretas na Câmara Municipal de Itabira; saiba mais
Foto: Giovanna Victoria/DeFato

Na próxima sexta-feira (25), às 17h, a Câmara Municipal de Itabira sediará um evento em celebração ao Julho das Pretas, que marca a Semana da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha e o Dia Nacional de Tereza de Benguela. A programação integra um projeto proposto pelo presidente da Casa, Carlos Henrique da Silva Filho (Solidariedade), e contará com apresentações culturais, exibição de documentário e homenagem às mulheres negras do município.

A abertura do evento terá a apresentação do grupo Marujeros, seguida da exibição do documentário “Quando Elas se Movimentam”, dirigido por Susanna Lira e produzido pela TV Senado. O filme retrata a trajetória de três mulheres negras que superaram desafios para ocupar espaços de protagonismo na sociedade.

O presidente da Câmara destacou que a iniciativa representa uma forma de reconhecimento e valorização da história e das lutas das mulheres negras. “Esta é uma homenagem que celebra a ancestralidade, a cultura e a identidade das mulheres negras, promovendo orgulho e autoestima, além de dar visibilidade às suas conquistas e ao combate ao racismo e à desigualdade de gênero. O dia 25 de julho, que marca o Dia de Tereza de Benguela e o Julho das Pretas, é um momento para reforçar nosso compromisso com uma sociedade mais igualitária e justa”, afirmou Carlos Henrique.

Foto: Giovanna Victoria/DeFato

Durante o uso da tribuna, na reunião de comissões da última terça-feira (22), Lia Andrade, representante da Rede Nacional de Mulheres Negras no Combate à Violência destacou que a  presença das mulheres negras na Câmara tem um significado histórico e estratégico. É histórico, a gente está ocupando essa plenária para dizer para todas nós mulheres, que nós mulheres pretas, aqui no município somos a maioria, que nós precisamos construir a política pública, juntamente com a sociedade civil”, destacou.

Camila Rocha, coordenadora regional da Rede Nacional de Mulheres Negras no Combate à Violência, destacou a importância da ocupação do espaço legislativo pelo movimento e chamou atenção para o evento da próxima sexta. “Julho das Pretas não é mais só um dia, se tornou um mês inteiro para discutir e dar visibilidade às mulheres negras. No dia 25, teremos uma atividade na Câmara e na Fundação Cultural, com homenagem às mulheres negras do município, cortejo da Marujada e uma roda de samba para celebrar, porque também merecemos celebrar. No sábado, vamos realizar uma reunião do Comitê Regional pela Marcha das Mulheres Negras, que acontece em novembro, para discutir como as mulheres do nosso território podem participar”, afirmou.

A programação segue após a solenidade com atividades culturais na Fundação Cultural Carlos Drummond de Andrade, incluindo uma roda de samba para celebrar a resistência e a cultura negra.

Relembre a data

O Dia da Mulher Negra Latino-Americana e Caribenha foi instituído em 1992, durante um encontro em Santo Domingo, na República Dominicana, para dar visibilidade à luta contra o racismo, a violência e as desigualdades que atingem mulheres negras no continente. No Brasil, a data também homenageia Tereza de Benguela, líder quilombola que simboliza resistência e luta pela liberdade no período colonial.