Governo Trump ataca Moraes pela prisão de Bolsonaro
A nota ressalta que “Moraes continua a usar as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”
Mensagem postada na plataforma X pelo escritório de Assuntos do Hemisfério Ocidental, o Departamento de Estado norte-americano teceu vigorosas críticas ao ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), nesta segunda-feira (4) pela decretação de prisão domiciliar ao ex-presidente Jair Bolsonaro (PL).
A nota ressalta que “Moraes continua a usar as instituições do Brasil para silenciar a oposição e ameaçar a democracia”, classificando o ministro como “violador dos direitos humanos sancionado pelos Estados Unidos”, acrescentando que “responsabilizará todos aqueles que auxiliam e incentivam a conduta sancionada”.
A publicação diz ainda que “colocar mais restrições à capacidade de Jair Bolsonaro de se defender em público não é um serviço público. Deixe Bolsonaro falar!”
A nota publicada por Washington acontece após determinação de que Bolsonaro fique em prisão domiciliar por descumprimento de medidas preventivas anteriormente impostas pelo ministro.
Segundo Moraes, Bolsonaro violou a proibição de utilizar redes sociais ao manter comunicação com os participantes do movimento no último domingo (3), realizado no Rio de Janeiro. O movimento ocorreu em quase todas as capitais do país, clamando por anistia aos presos pela participação no 8 de janeiro de 2023. O ministro também ressalta na ordem de prisão que Bolsonaro incita ataques ao STF e defende intervenção estrangeira no Judiciário brasileiro.
Durante o evento no Rio, Bolsonaro participou por telefone do ato na Praia de Copacabana, quando seu filho Flávio Bolsonaro (PL), transmitiu o telefonema do pai aos manifestantes. Ato contínuo, Flávio Bolsonaro apagou o vídeo da rede social, o que, segundo Moraes, caracterizou flagrante tentativa de ocultar a violação imposta ao pai.
A Policia Federal apreendeu todos os celulares disponíveis na residência do ex-presidente e, todas as visitas permitidas a ele, inclusive sua esposa Michelle, filhos e advogados, ficam proibidos de portar os aparelhos, tirar fotos ou gravar vídeos.
Bolsonaro terá que manter a tornozeleira eletrônica e as visitas devem ter autorização prévia do STF.
A defesa de Bolsonaro vai recorrer da decisão da Corte e afirma que mesmo tendo utilizado do celular durante as manifestações, ele não desrespeitou nenhuma ordem judicial.
Moraes, por seu lado, afirmou que as tarifas impostas ao Brasil pelo governo Trump, assim como sanções contra membros do Supremo, são parte de uma estratégia “ilegal e imoral” na tentativa de obstruir a Justiça, e classifica de traidores aqueles que influenciaram autoridades estrangeiras a adotar atos hostis contra o país, que incluem o congelamento de eventuais ativos nos EUA, proibição de entrada no país e restrições a transações financeiras com instituições ou cidadãos norte-americanos.
*Fonte: OperaMundi




