Empresário que matou gari em BH: Polícia Civil atualiza informações sobre o caso; saiba mais

O delegado Evandro Radaelli afirmou que, com base nas provas reunidas até o momento, é possível confirmar a autoria do crime

Empresário que matou gari em BH: Polícia Civil atualiza informações sobre o caso; saiba mais
Empresário Renê é apontado como autor dos disparos que mataram Laudemir – Foto: Reprodução/Redes sociais

Durante a audiência de custódia, realizada na manhã de quarta-feira (13), a prisão em flagrante de Renê da Silva Nogueira Júnior, de 47 anos, foi convertida em prisão preventiva, sem prazo para expirar — ele é acusado de matar o gari Laudemir de Souza Fernandes, de 44 anos. O juiz Leonardo Damasceno também levantou o sigilo do caso, tornando as informações acessíveis ao público.

Em coletiva, o delegado da Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) Evandro Radaelli afirmou que, com base nas provas reunidas até o momento, é possível confirmar a autoria do crime.

A Polícia Civil reforçou que há um conjunto de evidências robustas ligando o empresário à cena do crime: reconhecimento por testemunhas, identificação do trajeto do veículo e verificação da placa do automóvel.

A defesa nega participação — Renê afirma que nem sequer esteve no local — mas a investigação buscará confrontar sua versão com as imagens de câmeras de segurança para checar seu percurso e os horários alegados.

Investigação sobre a arma utilizada

A Polícia Civil apreendeu duas armas no apartamento do casal: uma de uso funcional, vinculada à delegada Ana Paula Lamego Balbino Nogueira, além de uma pistola .380 de uso pessoal, que coincide com o calibre da arma usada no crime. Ambas foram entregues para perícia, que deve emitir um laudo em até dez dias.

A Corregedoria da Polícia Civil instaurou um procedimento administrativo para apurar se houve omissão de cautela ou prevaricação por parte da delegada Ana Paulo, embora ela não seja apontada como suspeita no crime.

Antecedentes criminais do suspeito

A Polícia Civil do Rio de Janeiro confirmou que Renê Júnior tem registro de violência doméstica desde 2003, inclusive lesões corporais na separação com a sua ex-companheira, em 2021. Em 2011, ele atropelou e matou uma mulher de 50 anos no Recreio dos Bandeirantes, o que também está registrado. Há, ainda, envolvimento em casos de extorsão e perseguição apurados pelo Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ).

Em que fase está a investigação?

A prisão preventiva foi confirmada e Renê permanece detido enquanto aguarda instrução processual. A investigação continua em curso, com perícias, análise de vídeos, oitivas de testemunhas e confronto com versões — especialmente sobre localização e horários informados pelo empresário.

A esposa dele, a delegada Ana Paula, segue em atividade, mas sua conduta está sob investigação administrativa.