Novos apartamentos populares terão energia solar em Itabira
Apartamentos, semelhantes aos do Santa Marta (foto), serão equipados com placas fotovoltaicas

Os conjuntos habitacionais com aproximadamente 2 mil moradias, em fase de projeto em Itabira, provavelmente terão energia sustentável. De acordo com o prefeito Damon Lázaro de Sena, a ideia de instalar placas de energia solar nos prédios está avançada e, se for adiante, reduzirá ainda mais os custos para as famílias contempladas.
Segundo o prefeito, durante o dia, caso sobre energia, há condições legais de transferir o excesso para a rede da Cemig. À noite, quando não tem sol, os moradores usariam a rede da Cemig e pagariam somente se gastar a mais que a produção própria.
O prefeito recebeu também uma sugestão sustentável em relação ao uso da água, que poderia integrar o projeto de engenharia e arquitetura das novas moradias populares. O Grupo da Água, que reúne representantes de várias instituições na cidade, sugeriu a Damon implantar nos condomínios um projeto de captação de água de chuva. A ideia, apesar de bem recebida, está sendo analisada com cuidado.
“Na realidade, foi sugerido, mas o projeto das moradias ainda está sendo discutido com a arquiteta. Essa questão da captação de água é uma questão a ser discutida com os técnicos para ver a viabilidade de desenvolver esse projeto. Vamos construir prédios, são moradias populares que serão apartamentos. Então tem de avaliar com muito critério”, disse o prefeito, ao afirmar que a ideia das placas fotovoltaicas estão mais avançadas.
A sugestão do Grupo da Água tem como base o déficit de 15% do abastecimento no município, o aumento per capta no consumo e o crescimento populacional. Há em andamento na cidade três projetos de captação, dois de curto prazo (barragem Santana e rio de Peixe) e um de longo prazo, rio Tanque. Mas enquanto as obras não saem do papel, os membros do grupo discutem ações de conscientização e medidas de redução do consumo. (Veja mais sobre o assunto na Ed. 255 da revista DeFato).
APs populares
A proposta da Prefeitura, de construir 2 mil moradias em três anos, vem sendo discutida desde o ano passado. Em abril de 2013, a Prefeitura assinou um protocolo de intenção para a formalização de um convênio com a Caixa Econômica Federal, quando a instituição financeira já havia sinalizado positivamente a aprovação do empreendimento. A construção dos imóveis deve acontecer em etapas.
Os APs terão valor médio de R$ 60 mil e as famílias contempladas vão arcar com mensalidades que variam de R$ 25 a R$ 80, dependendo da disponibilidade de renda. O restante será subsidiado pelo Governo Federal. Serão atendidas famílias com renda de até três salários mínimos, por meio do programa federal Minha Casa, Minha Vida.
De acordo com o projeto, para cada determinado número de habitações, o empreendimento deverá contar com bens públicos como creches, escolas e Unidades Básicas de Saúde (USBs), Cras, área de lazer e centro comercial. O objetivo é não sobrecarregar os bairros vizinhos com as novas demandas.