Natação para bebês
Nessa faixa etária, nadar significa simplesmente movimentar braços e pernas, com apoio dos pais

Muitas mães se perguntam qual a idade ideal para os filhos começarem a fazer atividades físicas. No caso da natação, pode ser ainda bebê. Calma, mamãe! Seu filhinho não sairá por aí sozinho, atravessando a piscina e disputando os 100 metros rasos. As aulas são acompanhadas dos pais e muito descontraídas, com músicas infantis puxadas pelo professor para cada tipo de exercício.
Nessa faixa etária, nadar significa simplesmente movimentar braços e pernas, com apoio dos pais, além de pequenos mergulhos. É um momento divertido e de muitas brincadeiras, que dura em média meia hora.
A natação para bebês contribui para a educação da criança, tornando-a mais participativa e independente. Proporciona situações que aumentam e melhoram suas possibilidades motoras, cognitivas, afetivas e sociais, ajudando no crescimento e desenvolvimento.
A pequena Betina Moreira Brandão entrou na natação aos nove meses. Atualmente ela tem um ano e um mês e, segundo a mãe Mayara Moreira Campos, 24 anos, quando vai às aulas chega em casa bem mais relaxada. Outro fator destacado por Mayara é aproximação entre mãe e filha. “Ela gosta e eu também acho uma delícia, porque é uma atividade que fazemos juntas. Além disso, possibilita socialização com outras crianças e um grande desenvolvimento motor”, comenta.
Betina, que tinha bronquite, após iniciar a natação não teve mais crises e nem ficou doente. Esse foi um dos principais motivos que levaram a mãe a matriculá-la. A atividade também ajudou a garotinha, que estava um pouco acima do peso, a emagrecer. “Só vi benefícios e recomendo. Vale muito a pena”, ressalta Mayara.
Com apenas dois anos e cinco meses, Marina Costa Vieira já pode ser considerada um verdadeiro peixinho. Há um ano ela pratica natação, por recomendação do ortopedista e pediatra. A mãe, Érica Alves Costa Vieira, 33 anos, conta que a filha tinha torcicolo congênito. Ela precisou fazer fisioterapia e, depois que completou um ano de idade, os profissionais indicaram a natação para fortalecer a musculatura. O resultado não poderia ser melhor. O problema foi resolvido e o tratamento se tornou em momento de lazer entre mãe e filha. “A natação trabalha o corpo todo. A Marina adora piscina. É um momento nosso, em que nos divertimos juntas. Após as aulas, minha filha fica mais tranquila”, conta Érica.
O educador físico e professor de natação para bebês da Aqualino, Rafael Lage Torres Alves, explica que a atividade pode ser iniciada a partir dos seis meses. Nessa fase, o condutor auditivo (parte do ouvido), que até então era reto, forma uma curvatura, dificultando a entrada da água e reduzindo as chances de infecção. Outro motivo é que nessa idade o bebê já estará imunizado contra alguns agentes e terá mais postura. No entanto, é necessário um atestado do pediatra.
As aulas são ministradas junto com os pais ou um responsável na piscina até os três anos de idade, para que as crianças tenham condições de aprender com segurança. Animando a aula e empolgado com cada gesto dos alunos, Rafael, que há sete anos trabalha com esse público, ressalta que são inúmeros os benefícios que a natação proporciona aos bebês. “Além da diversão, melhora a coordenação motora, proporciona noções de espaço e tempo, aumenta a resistência cardiorrespiratória e muscular, tranquiliza o sono, reforça o sistema imunológico, fortalece a musculatura e também previne várias doenças respiratórias. Muitos pais ainda contam que a natação estimula o apetite e a criança passa a comer melhor”, afirma o professor.
A temperatura da piscina aquecida, em torno de 31 ºC, proporciona um ambiente ainda mais relaxante ao bebê. No início, a criança pode chorar ou estranhar o professor, por ser um adulto diferente de seu convívio. Para isso, o educador físico enfatiza que a regra básica é ir com calma. “Nessa idade, o elo familiar é muito forte. É preciso sempre estar sorrindo, ser simpático, acolher com carinho e amor, pois assim a criança se soltará aos poucos”, comenta.
Para o ambiente ficar ainda mais descontraído, as piscinas costumam ganhar objetos coloridos, em diferentes formatos e texturas, que ajudam no aprendizado. Os momentos de descontração, descobertas e desenvolvimento são úteis para a vida toda.
Cuidados
• Não alimente o bebê até uma hora antes do início da atividade na piscina.
• A temperatura ideal da água é entre 29 e 31 graus Celsius. Verifique com os responsáveis pela piscina.
• Comece com dez minutos de atividade e vá aumentando até meia hora. Até um ano de idade, o ideal é não passar de meia hora na piscina.
• Não leve a criança à piscina se ela estiver resfriada ou doente.
• Se seu bebê tem problemas de pele, converse com o pediatra para saber se a piscina não vai agravar a irritação. Pergunte aos responsáveis pela piscina qual é o processo de tratamento da água. Determinadas substâncias podem causar irritação na pele e problemas respiratórios. Fonte: Baby Center





