Pedágio na BR-381, em João Monlevade, deve custar R$ 12,15; usuários frequentes terão descontos
Tarifa foi apresentada em audiência pública na Câmara de Vereadores; início da cobrança ainda depende de aval da ANTT
A tarifa do pedágio da BR-381 em João Monlevade deverá ser de R$ 12,15 para veículos de passeio, conforme informado pela concessionária Nova 381 durante audiência pública realizada na noite de terça-feira (26), na Câmara de Vereadores. A cobrança não se aplicará a motocicletas, que estarão isentas, assim como veículos oficiais e prestadores de serviços públicos.
Segundo a concessionária, usuários que transitarem com frequência pela praça de pedágio poderão contar com descontos progressivos por meio do programa de Desconto de Usuário Frequente (DUF). Para quem utilizar o sistema de pagamento automático, por meio de tags, o abatimento poderá chegar a até 51%..
A audiência pública foi convocada pelos vereadores Zuza Veloso (Avante) e Marquinho Dornelas (Republicanos) e contou com a participação de autoridades locais, representantes da concessionária e da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT). Durante a reunião, o coordenador regional da ANTT, Marcelo Alcides, afirmou que o pedido de autorização para início da cobrança na BR-381 já foi protocolado, mas que a data de início ainda depende de análises técnicas da agência. A expectativa é que a operação comece até setembro.
O representante da Nova-381, Diego Dutra, destacou que já foram realizadas obras de melhoria no trecho, como reforço da sinalização, pavimentação, manutenção de pontes e implantação de sistemas de drenagem.
Durante o debate, o vereador Marquinho Dornelas sugeriu que moradores da região e empresários recebam tarifas diferenciadas, considerando a localização urbana da praça de pedágio na BR-381. Já o secretário municipal de Planejamento, Fabrício Lopes, defendeu que a cobrança só seja iniciada em 2026, devido à proximidade do pedágio com o Distrito Industrial e empresas da cidade.
Outros participantes também levantaram preocupações sobre desapropriações, reassentamentos e os impactos sociais da concessão. Segundo o presidente da concessionária Nova 381, Marcelo Boaventura, algumas dessas questões ainda estão sendo analisadas e serão respondidas após a conclusão dos estudos em andamento.




