Centro de Regulação do Samu continuará em Itabira pelo menos até a Copa do Mundo

Reynaldo Damasceno acredita que o atendimento do Samu será mais eficiente com a centralização da regulação

Centro de Regulação do Samu continuará em Itabira pelo menos até a Copa do Mundo
O Centro de Regulação do Samu funcionará em Belo Horizonte somente após a Copa do Mundo, segundo o secretário municipal de Saúde, Reynaldo Damasceno. De acordo com ele, o funcionamento em Itabira continuará como de costume até que termine a construção da central na capital.
 
O secretário afirmou que foram feitas várias reuniões em Belo Horizonte, com governos de várias cidades que possuem o Samu, para reduzir o impacto no processo de regulação das novas estruturas. Desta forma, todas as ligações direcionadas ao 192 serão recebidas na capital, centralizando todas as chamadas da região macro-centro de saúde  Minas Gerais.
 
Itabira aderiu ao Consórcio Intermunicipal Aliança pela Saúde (Cias), juntamente com 103 outros municípios que formam a região macro-centro de saúde do estado. O consórcio tem o objetivo de integrar todas as bases do Samu e criar novas. “É um projeto muito complexo porque prevê a instalação de novas unidades. O principal requisito da unificação, que é exigência do Ministério da Saúde, é a central única de regulação, que está sendo construída em BH”, explicou o secretário.  
 
Quanto à preocupação com possíveis problemas no atendimento por causa da nova central de atendimento, o secretário acredita que não haverá problemas, visto que todos as ambulâncias serão monitoradas via satélite, fazendo com que a mais próxima do acidente seja direcionada ao local, reduzindo o deslocamento da unidade. “A mobilidade é um grande problema em Itabira. Com a construção da UPA no João XXIII, será construída ao lado uma base centralizada do Samu, retirando a central da Praça Acrísio e facilitando o primeiro atendimento”, complementou Reynaldo.
 
Vantagens
 
Reynaldo Damasceno afirma que as grandes vantagens dessa unificação é que outras cidades da região ganharão unidades do Samu, permitindo uma melhor integração na região e diminuindo o tempo de resgate em acidentes nas estradas.
 
Outro ponto destacado é o fato de haver uma estrutura de três helicópteros em Belo Horizonte, permitindo um deslocamento mais rápido para urgências da região. “Além disso, em minha opinião, o maior ganho é a porta de entrada. Ao acontecer um acidente, por exemplo, de um trauma, já será direcionado ao melhor ponto de atendimento ao ser constatado o problema. Não precisará mais vir para o pronto-socorro de Itabira, fazer toda a burocracia para levar para o João XXIII, por exemplo. Já irá direto. Diminuirá demais o tempo entre o fato ocorrido e o tempo de resposta adequado para ele”, enfatizou Damasceno.

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