Nova diretriz brasileira atualiza parâmetros de pré-hipertensão
Documento publicado nesta semana busca antecipar risco de hipertensão, orientando tratar a pressão 12/8 como pré-hipertensão
Com a finalidade de identificar de forma precoce as pessoas com tendência á hipertensão, a Nova Diretriz Brasileira de Hipertensão Arterial passará a considerar a medida de pressão 12 por 8 como indício de pré-hipertensão. Isso não quer dizer que essa medida se torna “pressão alta”, mas que as equipes médicas devem acompanhar os pacientes para averiguar possíveis tendências à hipertensão. É o que estabelece publicação conjunta da Sociedade Brasileira de Cardiologia, da Sociedade Brasileira de Hipertensão e Sociedade Brasileira de Nefrologia.
A mudança na diretriz foi divulgada em publicação acadêmica assinada por representantes de 65 instituições do país, entre universidades, hospitais, pronto-socorros, centros de pesquisa, clínicas médicas e o Ministério da Saúde. A coordenadora geral da iniciativa é Andréa Araújo Brandão, que acompanha Wilson Nadruz, Cibele Issac Saad Rodrigues e Luiz Aparecido Bortolotto.
O documento, de acesso livre, tem como objetivo organizar as orientações a todos os profissionais de Saúde atuantes no Brasil. Da mesma forma, seu intuito é atualizar o conhecimento científico público de acordo com novos estudos e discussões acadêmicas. No caso, constam diretrizes a respeito do manejo da pressão arterial, o que envolve desde o atendimento até o diagóstico, passando pelo acompanhamento médico e princípios terapêuticos.
Um dos pontos de destaque do documento trata de orientações para o atendimento (ou manejo) de pacientes hipertensos pelo Sistema Único de Saúde. Atualmente, no Brasil, o SUS atende 75% dos pacientes com hipertensão arterial em todo o país. Esse dado inclui a atenção primária.

Principais destaques
A nova diretriz indica classificar como pré-hipertensão os quadros em que se índice pressão arterial entre 120-139 mmHG ou 80-89 mmHg. Ou seja, os índices 12-8 a 14-8. O objetivo da medida é identificar precocemente as pessoas que correm risco de desenvolver a doença. Mais que isso, procura-se incentivar intervenções “mais proativas e não medicamentosas” que previnam o surgimento da hipertensão arterial.
Por outro lado, o documento mantém o parâmetro para definir a hipertensão. Caso a medida seja 14 por 9 ou superior, os profissionais devem atestar um quadro de hipertensão arterial, que pode ter estágios 1, 2 ou 3, de acordo com os indicadores do exame.
As atualizações de diretrizes como esta à qual o documento sustenta, servem para aprimorar as técnicas médicas.




