Projeto da Manabi inicia operação em 2018
O projeto Morro do Pilar, da Manabi, destinado à produção de 25 milhões de toneladas de minério de ferro, no município de mesmo nome, no Médio Espinhaço, só deve entrar em operação no início de 2018. A informação foi divulgada pela empresa em fato relevante enviado à Bovespa, nessa terça-feira, 25 de fevereiro, baseada em […]
O projeto Morro do Pilar, da Manabi, destinado à produção de 25 milhões de toneladas de minério de ferro, no município de mesmo nome, no Médio Espinhaço, só deve entrar em operação no início de 2018. A informação foi divulgada pela empresa em fato relevante enviado à Bovespa, nessa terça-feira, 25 de fevereiro, baseada em relatório técnico da SRK Consulting, uma das líderes no mercado mundial de certificação de reservas minerárias.
O relatório da SRK foi feito com base nos projetos de engenharia de cada componente-chave do projeto Morro do Pilar, incluindo a planta de beneficiamento, o mineroduto, a unidade de filtragem e o terminal portuário no litoral capixaba. A empresa de consultoria também revisou as reservas da companhia.
A SRK certificou 1,33 bilhão de toneladas de recursos medidos e indicados e 312 milhões de toneladas inferidas na área de pesquisa em Morro do Pilar. Além disso, a consultoria confirmou que, depois de beneficiado, o minério de ferro processado no complexo sairá com qualidadepremium, com 68% a 68,5% de teor de ferro.
O projeto Morro do Pilar é o principal componente do investimento de R$ 6,25 bilhões da companhia em Minas Gerais, oficializado em março do ano passado. Além dele, os recursos também serão aplicados em outro complexo minerador em Santa Maria de Itabira, na região Central, destinado à produção de 6 milhões de toneladas anuais de minério de ferro. Portanto, no total, os projetos da Manabi responderão pela produção de 31 milhões de toneladas por ano depellet feed (minério concentrado) no Estado.
Destinos
Conforme já informado pela companhia, a produção de Morro do Pilar será destinada ao mercado externo, especialmente ao Oriente Médio e Ásia. Já o minério extraído na mina de Morro Escuro, em Santa Maria de Itabira, será direcionado para o consumo doméstico.
Juntos, os empreendimentos permitirão a criação de 8,2 mil empregos diretos e indiretos, dos quais pelo menos 2 mil serão diretos. Em operação, o projeto tem previsão de gerar aproximadamente 2 mil postos de trabalho diretos, a maior parte (cerca de 1,5 mil) em território mineiro.
A Manabi foi formada em 2011 para desenvolver atividades na indústria da mineração. Naquele ano, a companhia adquiriu por R$ 546,8 milhões os ativos da Morro do Pilar Minerais (R$ 491,4 milhões) e da Morro Escuro Mineração (R$ 55,4 milhões).
Ao todo, a mineradora possui 78 direitos minerários em Minas Gerais, inseridos em uma área de 75 mil hectares, parte dentro do Quadrilátero Ferrífero. A base acionária da Manabi inclui a Ontario Teachers Pension Plan (OTPP), Korea Investment Corporation e a Southeastern Asset Management. (Diário do Comércio)