Escritor monlevadense, Erivelton Braz, lança romance histórico sobre Jean de Monlevade
A obra é baseada em mais de uma década de pesquisa, resgatando pioneirismo industrial e a memória de trabalhadores escravizados
O professor, jornalista e escritor Erivelton Braz, conhecido por sua atuação cultural e acadêmica em João Monlevade, lança no dia 1º de outubro, às 18h30, na Câmara Municipal, o livro Nas Terras Pesadas de Metais e Espantos. A obra é fruto de mais de dez anos de pesquisa e mistura história e literatura para narrar a vida do francês Jean Antoine Felix Dissandes de Monlevade, pioneiro que deu nome à cidade.
Graduado em Letras e mestre em Teoria Literária e Crítica da Cultura, Erivelton é editor do Jornal A Notícia e do Rotha Cultural. Além disso, já publicou livros como Entre Linhas: Crônicas, Histórias e Memórias de João Monlevade, a biografia Movido por Amor, sobre Raimundo Motta Moreira, e o infantil Ringo, o Cachorro Amado.
O novo lançamento acompanha a trajetória de Jean desde sua chegada ao Brasil, em 1817, até sua morte em 1872, passando pela fundação de sua fábrica de ferro, um dos marcos industriais mais relevantes do século XIX. O enredo traz também a visão do francês sobre o Um dos capítulos mais relevantes da obra resgata os nomes de homens e mulheres escravizados que trabalharam nas fazendas de Jean. O levantamento foi possível graças à tese de doutorado da historiadora Martha Rebelatto, defendida na UFMG em 2012, e que foi posteriormente incorporada pelo projeto Alátúnṣe, divulgado pelo jornalista Wir Caetano. Essa inclusão busca dar visibilidade a trabalhadores invisibilizados pela história oficial.

A ideia do romance surgiu em 2008, a partir de uma conversa com o jornalista Márcio Passos, que sugeriu ao autor transformar a vida do pioneiro francês em narrativa literária. O projeto ganhou corpo e só foi possível se concretizar agora com apoio da Lei Paulo Gustavo Estadual, do Governo de Minas e do Ministério da Cultura.
O lançamento contará com sessão de autógrafos e fala do autor sobre o processo criativo. Como contrapartida, exemplares serão distribuídos para escolas e bibliotecas públicas de João Monlevade, ampliando o acesso à obra.




