Em vídeo, Zema veste armadura medieval e chama PEC da Blindagem de “PEC da Vagabundagem”

Governador mineiro “usou” traje incomum em vídeo para criticar proposta rejeitada pela CCJ do Senado e acusou parlamentares de tentar proteger corruptos

Em vídeo, Zema veste armadura medieval e chama PEC da Blindagem de “PEC da Vagabundagem”
Foto: Reprodução/Vídeo/Zema

O governador de Minas Gerais, Romeu Zema (Novo), escolheu um gesto incomum para criticar a Proposta de Emenda à Constituição (PEC) da Blindagem: em um vídeo publicado nas redes sociais nesta quarta-feira (24), ele “vestiu” uma armadura medieval. A peça visual, usada como metáfora, serviu para atacar a proposta aprovada na Câmara dos Deputados, mas rejeitada por unanimidade pela Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado, o que pode levar ao arquivamento definitivo do projeto.

No vídeo, Zema ironiza a PEC e questiona o objetivo da proposta. “PEC da blindagem ou PEC da vagabundagem? Se você ainda não entendeu bem o que é isso, escuta aqui um minutinho que eu vou te explicar. Essa PEC quer três coisas. Primeiro, criar voto secreto para salvar deputado pego em flagrante. Segundo, dar fórum privilegiado para líder de partido político. Um absurdo. E terceiro, dificultar o trabalho da justiça e travar investigações contra políticos que cometem crimes. Ou seja, é uma blindagem para proteger político corrupto. E isso é gravíssimo”, afirmou.

Segundo o governador, a medida não representaria os interesses do país. “Essa PEC não defende o Brasil, não defende a família, não defende a liberdade”, disse. Ele destacou que apenas deputados do Novo votaram contra o texto e criticou colegas parlamentares que, segundo ele, tentaram se proteger de possíveis investigações. “Enquanto tem muito deputado arrependido, pedindo desculpas nas redes por ter votado a favor, todos os deputados do meu partido, o Partido Novo, votaram contra essa PEC. Isso é que é coerência”.

Zema também relacionou a proposta a escândalos de corrupção do passado. “Não podemos aceitar que políticos usem a PEC da blindagem para enterrar tudo debaixo dos panos. Foi isso que tentaram no ‘Mensalão’, no ‘Petrolão’ e no escândalo do INSS. Proteger corruptos e impedir que a verdade viesse à tona”, declarou.

A PEC da Blindagem buscava ampliar as imunidades parlamentares, estabelecendo que deputados e senadores só poderiam ser investigados criminalmente com autorização do Congresso, exceto em flagrantes ou crimes inafiançáveis. A rejeição unânime na CCJ representa um revés significativo para seus defensores e fortalece a posição de governadores e parlamentares contrários à proposta.