Prefeita acredita que novos policiais chegarão a Morro do Pilar até fevereiro

Segundo prefeita, cidade precisaria de no mínimo oito militares

Prefeita acredita que novos policiais chegarão a Morro do Pilar até fevereiro
Com cerca de 3,5 mil habitantes, Morro do Pilar, atualmente com apenas dois policiais militares, deve receber um reforço para o efetivo até fevereiro, disse a DeFato a prefeita Vilma Diniz. Ela informou que desde sua posse vem pedindo à Polícia Militar de Minas Gerais pelo menos mais quatro militares.
 
O município precisaria de, no mínimo, oito PMs, considerando os níveis de criminalidade atuais. O destacamento da cidade, que antes pertencia ao 3º Batalhão de Diamantina, agora é subordinado ao 36º Batalhão de Vespasiano. A mudança aconteceu na semana passada.
 
“A população está ciente que realmente não depende de nós, depende do Estado. Está faltando efetivo policial não só em Morro, mas em toda a região. Tenho esperança, fé e acredito mesmo que a partir de fevereiro devemos receber mais quatro policiais”, afirmou Vilma.
 
Aluguel inflacionado
Além de conseguir mais policiais, há outro detalhe que dificulta a vida na cidade: o aluguel nas alturas. De acordo com empresários locais, um imóvel residencial não muito grande, com estrutura razoável, não é locado por menos de R$ 2,5 mil mensais. “Como que um policial vai conseguir pagar isso e ainda cuidar da família?”, questiona uma comerciante.
 
A prefeita disse que isso também não é privilégio do município. “Toda cidade que recebe um grande empreendimento sofre com a lei da oferta e da procura, que regula o mercado. Antes de se falar em mineração na região, a cidade já sofria com a escassez de imóveis”, lembrou.
 
Com a chegada das grandes empresas, a situação se agravou. “Além do empreendimento da Manabi, passa também pelo nosso território o mineroduto da Anglo American. Tivemos um fluxo de habitantes sazonais em decorrência da construção deste mineroduto”, disse a chefe do Executivo. Para equacionar os problemas, a Prefeitura vai construir, por meio de parcerias, casas para acolher os novos policiais (militares ou civis) que vão chegar.