Título da Sul-Americana seria prêmio de consolo, mas não apagaria a fraca temporada do Atlético
Caso se confirme, o grito de “é campeão” será dado apesar da gestão atleticana, não por conta dela
Bastaram 21 segundos para Alan Franco fazer o gol mais rápido da atual edição do Brasileirão e decretar a vitória do Atlético sobre o Ceará no último sábado (25). O triunfo suado, aliado à derrota do Vitória para o Corinthians no mesmo dia, deixa o Galo a cinco pontos da zona de rebaixamento — com um jogo a menos para disputar.
Além disso, permite aos comandados de Jorge Sampaoli foco total na preparação para o jogo desta terça-feira (28), contra o Independiente del Valle, pelas semifinais da Sul-Americana.
A esperada vaga na final confirmaria a veia copeira do Galo nas últimas temporadas e seria um consolo em uma temporada tão fraca. Aliás, essa é a “magia” da Sula. Seu nível técnico permite a times limitados chegarem longe na competição ou até mesmo a vencerem. Foi assim, inclusive, no ano passado, quando o tenebroso Cruzeiro de Fernando Diniz alcançou a final.
Agora, o Atlético tem a chance de escrever uma história diferente do seu rival, vice em 2024. Mas que o título não abafe os incontáveis erros cometidos durante o ano. Caso se confirme, o grito de “é campeão” será dado apesar da gestão atleticana, não por conta dela.
Sobre o colunista
Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.
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