Mais de mil motoristas foram detidos em 2013 por dirigir sob efeito de álcool nas BRs
PRF realizou testes com bafômetro nas estradas federais
As blitzes da Lei Seca nas estradas federais que cortam Minas levaram, no ano passado, 1.093 motoristas flagrados embriagados direto para as delegacias. O número de prisões é 55,7% maior do que aquelas feitas ao longo de 2012, quando 702 condutores foram detidos com teor alcoólico acima do permitido pela lei. Os dados, ainda preliminares, foram divulgados pela Polícia Rodoviária Federal (PRF). Subiu também a quantidade de autuações. Elas passaram de 1.952 em 2012 para 3.301 ano passado – crescimento de 69%.
O aumento das penalidades é consequência também do maior número de abordagens. A quantidade de testes de alcoolemia em 2013 mais que dobrou em relação ao ano anterior, passando de 80.942 para 196,7 mil. Embora tenham crescido em quantidade, as autuações representam apenas 1,7% do total de testes. Já as prisões são 0,56% desse universo.
Rigor A diferença entre um ano e outro é reflexo também de um rigor maior na Lei Seca. Até 2012, a legislação que pune a mistura de álcool e volante permitia níveis de até 0,14 miligrama de álcool por litro de ar expelido ou dois decigramas por litro de sangue. Mas, em dezembro daquele ano, passaram a valer novas regras, segundo as quais o nível de álcool deve ser nulo no teste de sangue e de até 0,05 no etilômetro.
Este índice foi estipulado apenas para garantir a margem de erro do aparelho, que é de 0,04. Ou seja, acima de 0,01, o motorista flagrado já é autuado administrativamente. Além de ser punido com infração gravíssima, o condutor deve pagar multa, tem a carteira nacional de habilitação recolhida e o direito de dirigir suspenso por 12 meses. Quem apresenta níveis iguais ou superiores a 0,34 no bafômetro sofre as mesmas penalidades administrativas e ainda responde criminalmente.