Algumas sugestões que podem melhorar a qualidade de vida em Itabira
Fica a sugestão ao governo municipal para corrigir falhas no atendimento à população de Itabira, aquela que coloca o prefeito e os vereadores no poder por quatro anos, na expectativa de melhoras na qualidade de vida de quem habita a nossa cidade

A empresa de transporte coletivo em Itabira, VITA, recebe subsídios da Prefeitura Municipal com a finalidade de baratear a passagem aos seus usuários. Sem o convênio, a passagem estaria próxima de R$ 8,00, uma das mais caras do país, levando-se em comparação as distâncias e os valores praticados nas capitais brasileiras.
Parece um tsunami generalizado atingindo as capitais e cidades de médio porte do Brasil a metodologia do transporte sem o agente de bordo, o tradicional “trocador”, função hoje delegada ao motorista, mantido como tal e o salário de sempre. O aumento foi só do serviço já cansativo, por oito horas, ao lado de um motor irradiando calor e barulho.
Presenciei na segunda-feira (3), no ônibus Praia/Pedreira, no horário das 15h30, quando tomei o coletivo na esquina da Rua João Camilo de Oliveira Torres com a Rua Camélia, no bairro Juca Rosa, até o ponto próximo ao Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD), o sofrimento do motorista, parando para vários passageiros em cada ponto e, sendo ele também o trocador, a impaciência dos passageiros por ele não abrir a porta de saída enquanto tinha que permitir a entrada de outros. Se abrisse a porta de saída, ele não teria controle de algum passageiro de má-fé que adentrasse o veículo sem pagar a passagem. Ele não teria condições de sair de sua posição para identificar o infrator, ou espertalhão, como queiram.
Do ponto de partida mencionado, até o meu destino, foram 40 minutos em que o motorista viveu essa aflição, sofrendo com a irritação de passageiros impacientes, espremidos em pé nos cheios corredores sob forte calor ambiente. Não bastasse isso, esses ônibus mascarados de novos batem vidro contra vidro durante todo o percurso, pois a empresa não se digna trocar canaletas das janelas para evitar o absurdo barulho no trajeto dos irregulares asfaltos de nossas ruas, esburacados, desnivelados.
Ouvi, cerca de mês e meio atrás de uma funcionária da VITA, que cerca de 180 agentes de bordo seriam demitidas num espaço de três meses. Uma contenção de recursos da empresa que presta um desserviço aos usuários desse transporte, com horários desregulados, ônibus quebrando com constância e passageiros literalmente insatisfeitos com o estado de coisas e sem saber a quem recorrer.
Devo mencionar também a insatisfação de moradores de Itabira quanto ao atendimento no SAAE (Serviço Autônomo de Água e Esgoto), que reclamam de solicitações não atendidas e demoradas sobre vazamentos de água ou esgoto e a falta do líquido precioso em suas residências, por muitos dias até. Para piorar, o plantão 155 tem se direcionado à central da Copasa, em sua sede, em BH e, muitas das vezes, não há quem atenda no número de plantão. O aplicativo propalado nunca está receptivo, os serviços de rua são feitos de forma negligente. O que deveria ser um simples reparo de vazamento torna-se uma cratera nas mãos desses profissionais, que deixam o estrago para o contribuinte reparar, passeios e até asfaltos. Os exemplos são vários pelas ruas da cidade. Falta zelo na condução desses serviços.
Por várias vezes denunciei ao órgão o vazamento de esgoto e, principalmente, o mau uso da água em Itabira e clamei por leis e fiscais que pudessem orientar e até multar pessoas que não respeitassem as regras de contenção em momentos de crise hídrica, mas a informação que sempre obtenho é de que não existe uma lei que permita essa medida. Ora, é tão difícil algum diretor solicitar ao Executivo ou aos nobres vereadores que façam essa lei para coibir abusos? Algo está errado!
Devo elogiar, por exemplo, o trabalho da Itaurb, Empresa de Desenvolvimento de Itabira, responsável pela limpeza e coleta de orgânico, reciclável e entulho do município, que, embora com deficiência de funcionários e de maquinário, lidando com passivo financeiro, tem mantido, dentro de suas possibilidades, a cidade em razoável estado de limpeza, além de manter um atendimento mais eficiente aos reclames da população.
Fica a sugestão ao governo municipal para corrigir essas falhas no atendimento à população de Itabira, aquela que coloca o prefeito e os vereadores no poder por quatro anos, na expectativa de melhoras na qualidade de vida de quem habita a nossa cidade.
Sobre o colunista
Alírio de Oliveira é jornalista e escreve sobre política em DeFato Online.
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