Em fim de carreira melancólico, Neymar não consegue sequer ser uma liderança positiva no Santos

A essa altura, vale se questionar se a presença de Neymar em campo mais ajuda ou atrapalha o Peixe na desesperada luta contra o rebaixamento

Em fim de carreira melancólico, Neymar não consegue sequer ser uma liderança positiva no Santos
Foto: Raul Baretta/Santos FC

Derrotado no último domingo (9) pelo Flamengo por 3 a 2, o Santos se vê cada vez mais próximo da segunda divisão. Nem tanto pela pontuação, já que está a dois pontos do Vitória, primeiro time fora da zona de rebaixamento, e com um jogo a menos. Mas pelo nível de atuação e a pesada tabela até o fim da competição.

Uma iminente queda que não é responsabilidade de Neymar, mas que poderia ser evitada caso o camisa 10 ainda jogasse algo um pouco mais próximo do que já se viu um dia. Titular durante 84 minutos no confronto realizado no Maracanã, o craque pouco fez com a bola nos pés.

Seus principais “highlights” foram os inúmeros chiliques com os erros dos seus limitados colegas. Ou seja, além de não utilizar seu talento para compensar o baixo nível do time, Neymar deixa a situação ainda mais tensa.

Seja em uma pelada com os amigos ou um jogo da elite do futebol brasileiro, ter no time alguém que possui reações furiosas a cada lance não ajuda em nada. Pelo contrário, apenas piora.

A essa altura, vale se questionar se a presença de Neymar em campo mais ajuda ou atrapalha o Peixe na desesperada luta contra o rebaixamento.

Sobre o colunista

Victor Eduardo é jornalista e escreve sobre esportes em DeFato Online.

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