Legislativo de BH aprova multa de até R$ 1,5 mil para uso de drogas em vias públicas em 1º turno

Proposta volta às comissões enquanto BH enfrenta aumento da visibilidade do consumo nas ruas

Legislativo de BH aprova multa de até R$ 1,5 mil para uso de drogas em vias públicas em 1º turno
Foto: Reprodução/Facebook/Câmara de BH

A Câmara Municipal de Belo Horizonte aprovou, nesta segunda-feira (1º), em primeiro turno, o projeto de lei que prevê multa para pessoas flagradas consumindo ou portando drogas ilícitas em espaços públicos da capital. A proposta, de autoria do vereador Sargento Jalyson (PL), recebeu 28 votos favoráveis e 8 contrários.

Pelo texto aprovado, a penalidade básica será uma multa no valor de R$ 1.500, aplicada a quem for identificado por agentes de segurança utilizando ou portando substâncias ilegais em locais públicos. O valor pode ser dispensado caso o infrator concorde voluntariamente em iniciar tratamento contra dependência química.

A regra vale para uma ampla gama de ambientes urbanos, incluindo ruas, avenidas, calçadas, praças, viadutos, passarelas, campos públicos e demais espaços abertos.

Reincidência pode dobrar o valor da multa

O projeto também prevê que a penalidade poderá ser dobrada em duas situações:

  • Reincidência do infrator;

  • Flagrante ocorrido próximo a áreas sensíveis, como escolas, hospitais, unidades prisionais, centros de tratamento ou de reinserção social.

Argumentos a favor da proposta

Os defensores da iniciativa afirmam que a medida cria uma nova ferramenta de atuação para agentes de segurança, ampliando o poder de fiscalização e reforçando a ideia de preservação dos espaços públicos para uso coletivo.

Outro ponto ressaltado pelos apoiadores é que o recurso arrecadado com as multas será destinado a ações e políticas de combate às drogas, bem como ao tratamento de pessoas com dependência química.

Críticas e alegações de inconstitucionalidade

Vereadores de oposição classificaram o texto como inconstitucional, ineficaz e com potencial de criminalizar pessoas vulneráveis, especialmente aquelas em situação de rua ou que enfrentam dependência química severa.

Para esse grupo, o enfrentamento ao uso de substâncias ilícitas no espaço público precisa combinar estratégias de segurança pública com garantias de direitos individuais e políticas sociais estruturadas.

Tramitação segue nas comissões

Com a aprovação em primeiro turno, o projeto retorna agora às comissões permanentes da Câmara para análise de eventuais emendas e ajustes no texto.

Somente após essa etapa a proposta volta ao plenário para a votação definitiva em segundo turno, necessária para que possa ser encaminhada à sanção do Executivo.

O Portal DeFato Online entrou em contato com a Câmara Municipal de Belo Horizonte para saber se já há previsão de data para a votação final e aguarda retorno.