Silêncio de Fachin no caso sobre Moraes e Master intriga ministros no STF
Moraes foi defendido pelo ministro Gilmar Mendes no Supremo, mas não foi seguido pelos colegas
A não manifestação do ministro Edson Fachin, presidente do STF (Supremo Tribunal Federal), diante dos rumores de que o ministro Alexandre de Moraes teria defendido o banco Master em conversas com Gabriel Galípolo, presidente do Banco Central do Brasil, está causando desconforto a seus pares dentro da Corte, segundo a colunista Daniela Lima, do UOL.
Moraes foi defendido pelo ministro Gilmar Mendes no Supremo, mas não foi seguido pelos colegas, que na véspera de Natal discutiam o posicionamento a tomar em relação ao fato.
Em sua coluna, Daniela Lima lembrou que o STF, em 2023, encerrou uma discussão que ampliou brechas para que escritórios de parentes atuassem em causas na Corte, mas a questão, hoje, ganhou novos contornos e acabou servindo de exemplo para atacar Moraes no caso do banco Master.
Moraes já divulgou três notas oficiais, justificando ter tratado com Galípolo assuntos relacionados à Lei Magnitsky, negando ter tratado qualquer fato relacionado ao banco Master.
Moraes é alvo de críticas e pedidos de impeachment baseados em alegações de irregularidades em reuniões com o Banco Central e na contratação do escritório de sua esposa Viviane Barci de Moraes pela instituição investigada.
Embora não tenha feito um pronunciamento público de defesa agora, Fachin negou recentemente pedidos de suspeição contra Moraes e criticou sanções internacionais impostas ao colega, classificando como “interferência indevida”.
O foco de Fachin na criação de um código de conduta para restringir atividades de ministros fora dos tribunais é visto por parte do Supremo como uma resposta indireta aos desgastes causados por agendas privadas de colegas, ampliando a sensação de distanciamento entre a presidência e a ala que defende Moraes.




