Nova BR-381 vai gerar R$ 12 bi em negócios
As obras de duplicação e melhorias na BR–381 Norte, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, pode gerar R$ 12 bilhões em negócios diretos e indiretos nos próximos quatro anos. O cálculo é da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que lançou ontem o Caderno de Oportunidades que lista para os empresários quais serão as […]
As obras de duplicação e melhorias na BR–381 Norte, entre Belo Horizonte e Governador Valadares, pode gerar R$ 12 bilhões em negócios diretos e indiretos nos próximos quatro anos. O cálculo é da Federação das Indústrias de Minas Gerais (Fiemg), que lançou ontem o Caderno de Oportunidades que lista para os empresários quais serão as demandas das empreiteiras. A lista, que é separada por lote licitado e tem um cronograma para mostrar quando cada serviço deve ser demandado, tem um pouco de tudo, desde refeições até máquinas e equipamentos.
“Queremos fazer rodadas de negócios entre as empreiteiras que farão as obras e as empresas que poderão fornecer produtos e serviços. Nosso interesse é que a maior parte desses R$ 12 bilhões fique com empresas de Minas Gerais”, diz o presidente da regional Vale do Aço da Fiemg, Luciano José Araújo. Ele explica que o cálculo foi feito com base no valor da obra, que é de R$ 4 bilhões. “Uma obra desse porte movimenta três vezes mais do que o valor do seu investimento”, diz.
A expectativa é que as obras comecem em 2014 sem sete lotes que já foram licitados. Os outro quatro já foram a leilão, mas as propostas estavam de acordo com o edital. Novos editais devem ser lançados em dezembro. Além de listar as oportunidades, a Fiemg pretende capacitar empresas e trabalhadores para que possam atender às empreiteiras. Sebrae, Senai, associações comerciais e sindicatos da construção são parceiros na iniciativa.
Depois da obra, a entidade pretende atrair empresas para as cidades que estão às margens da rodovia. Araújo diz que o potencial é enorme. Ele cita as empresas que já estão instaladas na região, como a Cenibra, que produz celulose em Belo Oriente, a Acesita, que faz aço inox em Timóteo e a siderúrgica Usiminas, em Ipatinga. “Podemos atrair empresas que irão trabalhar esses produtos, como uma fábrica de papel ou de utensílios para cozinha. Hoje, elas não vem porque não há logística”,afirma.
Segundo ele, para cada R$ 1 milhão investidos em logística, a região recebe retorno entre R$ 170 mil e R$ 300 mil por ano.
Estudo
A UFMG está fazendo um estudo para desenvolver produtos e agregar valor à indústria do Vale do Aço e do Leste do Estado e aproveitar as oportunidades da duplicação da BR–381.