Chuvas elevam número de ocorrências em Belo Horizonte e pressionam serviços de emergência
Queda de árvores concentra chamados dos bombeiros; acumulado mensal já supera a média em parte da capital
As chuvas registradas nas últimas 24 horas ampliaram o volume de ocorrências atendidas pelos serviços de emergência em Belo Horizonte. Entre 9h de quinta-feira (22) e 9h desta sexta-feira (23), o Corpo de Bombeiros contabilizou dezenas de chamados relacionados, principalmente, à queda de árvores e a riscos estruturais em vias públicas, residências e veículos.
De acordo com o balanço, foram atendidas 39 ocorrências envolvendo árvores na capital e em cidades vizinhas. Desse total, sete chamados foram para corte preventivo de árvores com risco iminente de queda, 22 para árvores que caíram em vias públicas, nove para árvores que atingiram residências e um caso de árvore caída sobre veículo. No mesmo intervalo, os bombeiros também atenderam dois registros de desmoronamento ou colapso de estruturas e um deslizamento de terra, situações associadas à saturação do solo.
Dados da Defesa Civil indicam que, entre 0h e 6h desta sexta-feira, todas as regionais da cidade registraram volumes significativos de chuva. Os maiores acumulados no período foram observados em Venda Nova (39,2 mm), Nordeste (38,6 mm) e Leste (34,4 mm). No Centro-Sul, o volume chegou a 33,8 mm, enquanto a Pampulha registrou 33,2 mm no mesmo intervalo.
O impacto é mais evidente no acumulado do mês. Até 6h desta sexta-feira, a regional Oeste já havia registrado 402,4 mm de chuva em janeiro, o equivalente a 121,6% da média climatológica do período, que é de 330,9 mm. Barreiro (355,8 mm), Noroeste (339 mm) e Nordeste (335,8 mm) também ultrapassaram a média histórica. Outras regionais se aproximam desse patamar, como Centro-Sul (326,3 mm) e Pampulha (320,4 mm).
Quando observado o recorte entre os dias 18 e 23 de janeiro, o volume acumulado reforça a persistência das precipitações. Nesse período, a regional Oeste somou 186 mm, seguida pela Pampulha (180 mm), Nordeste (171,2 mm) e Venda Nova (163,6 mm), índices que contribuem para o aumento de ocorrências relacionadas a quedas de árvores e instabilidades em encostas.
A Defesa Civil mantém o monitoramento das áreas de risco e orienta a população a evitar locais sujeitos a alagamentos, quedas de árvores e deslizamentos, além de acionar os órgãos competentes diante de qualquer sinal de instabilidade estrutural.




