Drones, reconhecimento facial e centrais móveis: como a tecnologia vai atuar na segurança do Carnaval de Minas 2026

Foliões podem se preparar para um Carnaval mais monitorado; conhecer as ferramentas ajuda a curtir a festa com mais segurança

Drones, reconhecimento facial e centrais móveis: como a tecnologia vai atuar na segurança do Carnaval de Minas 2026
fonte: PMMG/ Divulgação

Com a circulação estimada de 14,9 milhões de pessoas, Minas Gerais aposta em tecnologia para ampliar a capacidade de prevenção e resposta durante o Carnaval 2026. Drones, câmeras com reconhecimento facial e centros móveis de comando estarão espalhados por áreas estratégicas da capital e do interior.

As ferramentas não atuam sozinhas. Elas funcionam integradas às forças de segurança e exigem que o próprio folião saiba como se comportar e como usar os recursos a seu favor.

Drones orientam e monitoram grandes blocos

Nos principais pontos de concentração, a Polícia Militar utilizará drones com sistemas de alerta sonoro. Além do monitoramento aéreo, os equipamentos poderão emitir mensagens diretas aos foliões, como:

  • orientações de segurança

  • alertas sobre rotas alternativas

  • avisos em situações de risco ou tumulto

Na prática, isso significa que o folião deve prestar atenção às mensagens aéreas, que poderão indicar, por exemplo, necessidade de dispersão ou mudança de trajeto.

Reconhecimento facial ajuda a localizar foragidos

Outra tecnologia em uso será o reconhecimento facial, aplicado por meio de câmeras posicionadas em áreas de grande fluxo. O sistema cruza imagens em tempo real com bancos de dados da segurança pública para identificar pessoas com mandado de prisão em aberto.

A tecnologia não substitui abordagens tradicionais, mas amplia a capacidade de identificação em locais onde o volume de pessoas dificulta o trabalho manual.

Para o folião comum, o impacto é simples: ambientes mais monitorados tendem a inibir crimes como furtos, roubos e agressões.

Centro móvel integra resposta das forças de segurança

A Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública (Sejusp) colocará em operação o Centro Integrado de Comando e Controle Móvel (CICCM). A estrutura funciona como uma central itinerante, equipada com sistemas de comunicação, monitoramento por câmeras e integração em tempo real entre PM, PC, Bombeiros e outros órgãos.

A carreta será deslocada conforme a dinâmica da festa e poderá ser posicionada em pontos como a Via das Artes, em Belo Horizonte.

Na prática, isso reduz o tempo de resposta a ocorrências graves e facilita decisões rápidas em situações de emergência.

Como o folião pode se preparar e usar a tecnologia a favor

Para curtir o Carnaval com mais segurança, as forças de segurança orientam que o folião:

  • salve o 190 no celular antes de sair de casa

  • ative localização e bateria reserva no aparelho

  • observe drones e mensagens sonoras

  • procure pontos com maior iluminação e presença policial

  • denuncie situações suspeitas imediatamente

Além disso, turistas estrangeiros podem contar com atendimento bilíngue pelo 190, disponível 24 horas.

Tecnologia ajuda, mas não substitui comportamento responsável

As autoridades reforçam que a tecnologia amplia a vigilância, mas não elimina riscos sozinha. O sucesso da operação depende também do comportamento do público.

Respeitar limites, evitar confrontos e seguir orientações oficiais continuam sendo medidas essenciais para que o Carnaval 2026 transcorra com menos violência e mais segurança.