Assembleia francesa proíbe redes sociais para menores de 15 anos

O Parlamento Europeu solicitou que a UE estabeleça idades mínimas para que crianças possam ter acesso às redes sociais

Assembleia francesa proíbe redes sociais para menores de 15 anos
Pessoas com menos de 15 anos não poderão acessar redes sociais na França- Foto: Arquivo/EBC

A Assembleia Nacional da França aprovou na segunda-feira (26) proposta proibindo que crianças e adolescentes menores de 15 anos tenham acesso às redes sociais, como forma de evitar crescentes preocupações sobre bullying online e riscos à saúde mental.

O texto foi aprovado pro 116 votos favoráveis e 23 contrários, seguindo agora para o Senado antes da votação final na Câmara dos Deputados.

O presidente Emmanuel Macron tem apontado a rede social com uma das responsáveis pela violência entre os jovens, e pediu que os franceses sigam o exemplo da Austrália, primeira nação do mundo a tomar a decisão de abolir o acesso de menores de 16 anos às plataformas sociais, incluindo o Facebook, Snapchat, Tiktok e You Tube, com a proibição vigorando a partir de dezembro.

O projeto foi apresentado pelo parlamentar de centro Laure Miller à Câmara, que disse na apresentação do projeto:

“Com essa lei, estamos estabelecendo um limite claro na sociedade e dizendo que a mídia social não é inofensiva.

Nossos filhos estão lendo menos, dormindo menos e se comparando uns com os outros. Esta é uma batalha por mentes livres“.

A intenção de Macron é de que a proibição seja implementada ainda antes do ínício do ano escolar, em setembro.

A medida adotada pela Austrália é avaliada como possível também em países como Reino Unido, Dinamarca, Espanha e Grécia.

O Parlamento Europeu solicitou que a UE estabeleça idades mínimas para que crianças possam ter acesso às redes sociais, embora cada Estado-membro impor limites de idade.

Há uma forte disposição do grupo político e público na França à restrição de menores às redes sociais.

O governo francês também argumenta que a presença constante dos aparelhos celulares nas salas de aula tem comprometido a concentração dos alunos, favorecendo o ciberbullying, dificultando a disciplina escolar.

*Fonte: UOL