Financiamento mais acessível
Antes de trabalhar no banco, a belo-horizontina filha de itabiranos passou pela Usiminas e por uma agência de consultoria em gestão
Entrevista publicada na edição 249 da Revista DeFato
Em apenas três anos, a engenheira química Letícia de Rezende Teixeira Guerra, 25 anos, foi do estágio à gerência de relacionamento regional no Banco de Desenvolvimento de Minas Gerais (BDMG). Responsável pela região central, Letícia, que tem raízes em Itabira, dá assistência aos correspondentes bancários, como a Associação Comercial, Industrial, de Serviços e Agropecuária de Itabira (Acita).
Antes de trabalhar no banco, a belo-horizontina filha de itabiranos passou pela Usiminas e por uma agência de consultoria em gestão. Após o estágio, foi aprovada em um concurso para analista e depois em outro concurso interno para compor o novo quadro de servidores do banco. Além de engenheira, Letícia também é pós-graduada em finanças e controladoria pela Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Ela esteve em Itabira e conversou com DeFato.
Qual a atuação do BDMG nas cidades do interior do estado?
O BDMG tem dois canais de atendimento às micro e pequenas empresas: a plataforma online, que é o BDMG Web, e os correspondentes bancários. O BDMG é um banco público com sede única, então não tem agência no interior de Minas, por isso essa parceria com os correspondentes bancários, como o caso da Acita. Essa estrutura comercial trabalha diretamente com os correspondentes bancários. São seis gerentes comerciais, separados por região, e eu sou responsável pela região central. Trabalho diretamente com os correspondentes bancários. Na minha região existem em torno de 40 correspondentes. Em Minas, são 175, entre eles, associações comerciais, sindicatos do comércio, FIEMG, cooperativas de crédito, entre outros. Minas tem 853 municípios e o BDMG está presente em 745. Estes 175 correspondentes dão conta de atuar em todos eles.
Quais os principais produtos para os micro e pequenos empresários?
Os produtos são principalmente duas linhas de financiamento: uma direcionada ao capital de giro, aquele dinheiro sem comprovação da finalidade. E a outra é o Finame, que é uma linha específica destinada à aquisição de máquinas, equipamentos e veículos rodoviários. É uma linha com uma taxa diferenciada. As taxas do BDMG já são diferenciadas em relação ao mercado. Os produtos do banco também sempre contam com carência, no caso do capital de giro, de três meses, com taxa de 0,85% ao mês e um a quatro anos de prazo total. No caso do Finame, a gente está falando de uma taxa de 3,5% ao ano (0,29% ao mês), para máquinas e equipamentos, e 4% ao ano para veículos rodoviários. É uma taxa que o BNDES pratica e que a gente repassa. A Acita está preparada, como correspondente bancário, para operacionalizar essas duas linhas. Outra coisa importante é que o processo está totalmente desburocratizado. O banco passou por uma reestruturação e o ponto forte da mudança foi tornar o crédito mais acessível e rápido. Com a plataforma online, no mesmo dia a empresa consegue saber se o crédito está aprovado ou não.
Qual a sua relação com Itabira, onde você tem parentes?
Tenho raízes aqui em Itabira. A família do meu pai é toda daqui, a família Guerra, e por isso é com muito orgulho que volto trazendo esse apoio para as empresas itabiranas. Sou de Belo Horizonte e minha participação no BDMG começou no estágio e foi um crescimento rápido. Entrei como estagiária, participei do concurso e fui aprovada como analista de desenvolvimento. Participei de um concurso interno para essa nova estrutura do banco, fui aprovada e agora estou atuando como gerente de relacionamento voltada às micro e pequenas empresas.