Bombeiros mobilizam força-tarefa para localizar criança de 4 anos desaparecida em área rural de Jeceaba

Buscas entram no segundo em região de mata na comunidade de Bituri; operação também envolve o uso de cães e drones

Bombeiros mobilizam força-tarefa para localizar criança de 4 anos desaparecida em área rural de Jeceaba
Foto: Reprodução/Sala de Imprensa/CBMMG

O Corpo de Bombeiros Militar de Minas Gerais (CBMMG) coordena uma grande operação para tentar localizar uma criança de 4 anos, com Transtorno do Espectro Autista (TEA) e não verbal, desaparecida na zona rural de Jeceaba, na comunidade de Bituri. O sumiço foi percebido por volta das 14h30 de quinta-feira (29), quando o menino estava passando um período na casa da avó.

Moradores iniciaram as buscas por conta própria a partir das 15h, reunindo 97 pessoas. Diante da ausência de resultados, foram acionados as polícias Civil e Militar, a Defesa Civil, e os bombeiros, que assumiram a coordenação da ocorrência com cinco guarnições.

Primeiro dia de buscas

Durante a noite de quinta-feira, as equipes realizaram varreduras com cães de faro específico, que indicaram uma área de mata próxima à residência da avó, estendendo-se até uma estrada nas imediações — local considerado o último ponto onde a criança teria sido vista.

O perímetro foi delimitado e as ações organizadas em equipes mistas formadas por bombeiros militares e voluntários. Drones com câmeras térmicas também sobrevoaram a região em varreduras repetidas, mas sem sucesso na localização.

Grupos especializados, como equipes de busca com cães (PEBRESC), busca especializada (PBS) e PMAD, atuam diretamente na operação. O planejamento e a execução das ações são apresentados de forma contínua aos familiares, que permanecem no Posto de Comando montado na área.

Bombeiros mobilizam força-tarefa para localizar criança de 4 anos desaparecida em área rural de Jeceaba
Foto: Reprodução/Sala de Imprensa/CBMMG

Segundo dia

Nesta sexta-feira (30), as buscas foram ampliadas para novas áreas, com expansão do perímetro. Cães voltaram a ser empregados tanto para busca por odor específico quanto genérico, além de reavaliações de áreas já percorridas e novo alinhamento entre os órgãos envolvidos.

Terreno difícil e clima instável

A operação é considerada de alta complexidade. A região reúne terrenos variados, com encostas íngremes e escorregadias, áreas de pastagem e trechos de mata fechada, o que dificulta a progressão das equipes e reduz a eficiência da leitura térmica dos drones.

Além disso, há registro de chuvas intensas em períodos intermitentes, o que compromete a mobilidade no terreno e impõe desafios adicionais às equipes.

Ao todo, 28 bombeiros militares e cinco cães de busca estão empenhados na ocorrência, que segue em andamento.

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Foto: Reprodução/Sala de Imprensa/CBMMG