Futebol feminino: entre sonhos e desafios, itabirana completa dois anos de Corinthians
Letícia Mara, a Lê, persegue o sonho de chegar à seleção brasileira

Se deixar o conforto de casa para seguir a carreira profissional já é um desafio para atletas experientes, para uma jovem de apenas 17 anos é ainda mais difícil. E este é o caso de Letícia Mara, atacante itabirana que hoje está no Corinthians.
Na terra natal, a jogadora atuou por ACM, Riva Sports e Santa Tereza até se transferir, em fevereiro de 2024, à maior potência do futebol feminino brasileiro e se transformar na “Lê”. Uma conquista cercada de sacrifícios.
“Foram vários choques ao sair de Itabira para São Paulo. O primeiro foi a falta que minha família e amigos iriam fazer no meu dia a dia. Além do custo de vida e as dificuldades encontradas aqui, demorei muito a me adaptar”, relembra.

Mas nem só de batalhas se vive um sonho. Além da estrutura física, o Corinthians ofereceu todo o suporte necessário à talentosa jovem, que cita a simbiose entre time e torcida como fator fundamental para a soberania recente dos paulistas.
“A experiência tem sido incrível. O Corinthians me abraçou nos momentos mais difíceis da minha vida pessoal e profissional, tendo toda paciência e carinho comigo. É um clube que preza por seus valores e abraça seu povo”, relata.

Um apoio fundamental para ajudar Letícia a lidar foi, por exemplo, com a ausência dos pais, já falecidos: “Essa distância é algo que me pega muito, até mesmo pela falta dos meus pais (que Deus os tenha). Mas tenho uma relação muito boa com minha família e amigos, estamos sempre em ligações. Hoje sou uma pessoa realizada por ter dois presentes na vida, minha sobrinha Aurora e meu afilhado Endrick. Amo crianças e sou muito feliz com as que tenho ao meu lado”.
E o futuro?
Decidida a fazer história no Timão, a itabirana, por fim, revela suas principais ambições para o futuro. “No Corinthians, quero ganhar muitos títulos, fazer gols importantes e cravar meu nome na história do clube. Acho que toda atleta sonha com a seleção, e comigo não é diferente”, afirma.





