Contas do governo têm déficit primário de R$ 62,7 bilhões em um ano
O dado consta no Relatório do Tesouro Nacional (RTN) e foi divulgado nesta quarta-feira (25), pelo Ministério da Fazenda
O governo central, composto pelo Tesouro Nacional, Previdência Social e Banco Central, registrou um déficit primário de R$ 62,7 bilhões, o que corresponde a 0,475 do Produto Interno Bruto (PIB).
O dado consta no Relatório do Tesouro Nacional (RTN) e foi divulgado nesta quarta-feira (25), pelo Ministério da Fazenda.
Apesar do rombo registrado no período, o governo registrou um superávit primário de R$ 86,9 bilhões em janeiro de 2026. Em janeiro de 2025, o saldo foi de R$ 85,1 bilhões, mas a receita total somou R$ 322 bilhões no período, com variação nominal de 6,6%. Considerando o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo, houve um alta positiva de 2%.
A receita líquida real, após descontos das transferências a Estados e municípios, cresceu 1,2%. As despesas totais atingiram o valor de R$ 1,8 bilhão, um aumento real de 2,9%.
Segundo o Tesouro Nacional, o superávit primário veio principalmente do desempenho conjunto com o Banco Central, cujas instituições registraram saldo positivo de R$ 107,5 bilhões. Já a Previdência Social, teve um déficit de R$ 20,6 bilhões no mês.
Os destaques da arrecadação foram o Imposto de Renda, que avançou R$3,9 bilhões, com o crescimento concentrado em rendimentos do trabalho e capital, e o Imposto Sobre Operações Financeiras (IOF), que subiu R$2,7 bilhões. O aumento foi um reflexo maior de arrecadação com operações de câmbio, crédito e títulos mobiliários.
Outras receitas administradas pela Receita Federal cresceram R$ 2,1 bilhões, com a Previdenciária alcançando R$ 3,9 bilhões, reflexo de mercado do trabalho aquecido e a reoneração da folha.
O relatório do Tesouro também aponta redução de R$1,9 bilhão em despesas obrigatórias com controle de fluxo. A queda envolveu gastos com o Bolsa Família e despesas na função saúde.




