Vereador denuncia possível terceirização irregular de quadra poliesportiva

Suspeita de terceirização ilegal de quadra poliesportiva motivou denúncia de vereador na Câmara de Vereadores

Vereador denuncia possível terceirização irregular de quadra poliesportiva

Durante a reunião ordinária da Câmara de Vereadores nessa terça-feira, 24 de setembro, o vereador Geraldo Martins da Costa, o Lado (PMDB), levou aos colegas uma denúncia. Segundo ele, a Ivipa (Itabira Vila Paciência) está alugando a quadra poliesportiva que fica próximo ao Hospital Nossa Senhora das Dores (HNSD) à empresa que faz obras na unidade de saúde para que sirva de almoxarifado. A entidade firmou convênio com o município e estaria terceirizando o complexo à iniciativa privada. Outra denúncia é que a entidade está com o convênio vencido com o município desde fevereiro do ano passado.

“O que a gente sabe é que está alugado pelo Ivipa, que é a entidade que tinha a concessão. Até então, o convênio está vencido desde 25 de fevereiro de 2012. Então, a entidade não poderia, de forma alguma, nem estar usando o espaço, imagina estar alugando a terceiros”, afirmou Lado.

A praça de esportes e lazer Clóvis Nogueira da Silva, que além da quadra possui um campo de futebol, foi construída em 2005, durante o governo João Izael, com recursos da Vale. A construção era uma das condicionantes para que o município liberasse à mineradora a Licença de Operação Corretiva (LOC). Na época, a obra foi orçada em mais de 2 milhões de dólares. Em 2010 a Prefeitura concedeu a praça esportiva à Ivipa.

Segundo Lado, desde o ano passado a quadra tem sido alugada para a empreiteira. O valor, de acordo com o vereador, seria de R$ 5 mil por mês. “A gente não sabe quem está recebendo e de quem está recebendo. A gente sabe que é de uma empreiteira que faz a obra do Hospital. Mas não sabemos a quem estão pagando e nem de que forma, se é por contrato ou de alguma outra maneira”, disse Lado.

O convênio da Prefeitura com a Ivipa teria vencido em fevereiro de 2012. Para Lado, a situação fica ainda pior por causa disso, mas, mesmo se o acordo ainda estivesse com validade, a terceirização ainda assim seria ilegal. “Mesmo se o convênio estivesse vigorando isso não poderia acontecer. Dentro das cláusulas do convênio, de forma alguma poderia ser cedido a terceiros. Mesmo que seja com ônus ou sem ônus. Para ser cedido tem que ter o aval da Prefeitura, que é a dona do espaço. Isso não foi feito. Está ilegal”, afirmou.

Repercussão

A denúncia repercutiu entre os vereadores. Toninho da Pedreira (PTN), Ilton Magalhães (PR), Tãozinho Leite (PP) e Bernardo Mucida (PSB), além do presidente da Câmara, Rodrigo Diguerê (PV) sugeriram que os envolvidos sejam chamados pela Câmara para dar explicações. O secretário de Desenvolvimento Urbano, Daniel Alves, e o de Esportes, Élson Sá, devem participar da reunião de comissões nesta quinta-feira, 26 de setembro, a convite dos vereadores.

Já o vereador Lúcio Mauro Dias (PSC) comentou que já recebeu denúncias sobre esse mesmo caso e que foi informado que o Ministério Público já trabalha no caso. DeFato Online procurou pela promotora Adriana Torres Beck, responsável pela Promotoria do Patrimônio Público, mas ela está de férias e só retorna na próxima segunda-feira, 30 de setembro.