BH amplia combate ao Aedes com estações que espalham larvicida em criadouros

Recipientes com água e tela impregnada atraem fêmeas do mosquito e fazem o produto chegar a outros focos, enquanto agentes revisam o material a cada 15 dias

BH amplia combate ao Aedes com estações que espalham larvicida em criadouros
Foto: Reprodução/Fabiano Domingues

A Prefeitura de Belo Horizonte começou a expandir o uso das Estações Disseminadoras de Larvicida, uma estratégia voltada a reduzir criadouros do Aedes aegypti, mosquito transmissor da dengue, chikungunya e zika. A proposta é instalar os equipamentos em todas as regionais da capital para ampliar a cobertura do método, já adotado em pontos considerados mais vulneráveis à proliferação.

As estações são recipientes com água e uma tela impregnada com larvicida. A água atrai as fêmeas para a postura de ovos, e o contato com a tela faz com que pequenas partículas do produto fiquem nas patas e no abdômen do mosquito. Ao sair e circular por outros criadouros, a fêmea leva o larvicida para diferentes focos, o que contribui para impedir o desenvolvimento das larvas em locais onde a equipe de controle não consegue atuar de forma imediata.

Segundo a prefeitura, Belo Horizonte já tem 3,5 mil estações instaladas em diferentes áreas do município. A manutenção é feita por Agentes de Combate a Endemias, com troca da água e revisão da tela com larvicida a cada 15 dias, para manter a eficácia da estratégia e o monitoramento dos pontos.

A ampliação das estações passa a integrar um conjunto de ações realizadas ao longo de todo o ano no enfrentamento às arboviroses. Entre as medidas citadas pela administração municipal estão visitas a imóveis residenciais e comerciais para identificar e eliminar possíveis criadouros, aplicação de inseticida em áreas com casos suspeitos de transmissão e o monitoramento de ovitrampas, armadilhas usadas para acompanhar a circulação do Aedes e orientar ações em regiões com maior presença do mosquito.

A prefeitura também informa que mantém mutirões de limpeza em parceria com a SLU e solturas de mosquitos com a bactéria Wolbachia, usada para reduzir a capacidade de transmissão das doenças. A instalação das Estações Disseminadoras de Larvicida em centros de saúde e escolas também é apontada como forma de ampliar a área alcançada pela estratégia.

Além das ações de controle do vetor, Belo Horizonte segue ofertando vacina contra a dengue para o público de 10 a 14 anos. A aplicação ocorre nos centros de saúde e no Serviço de Atenção à Saúde do Viajante.