Ministério da Saúde realiza ação preventiva contra a leishmaniose visceral em Ferros
Agente do Ministério da Saúde manipula armadilha para o mosquito palha

Uma equipe do Ministério da Saúde está em Ferros fazendo testes com armadilhas para capturar os insetos vetores da leishmaniose visceral ou calazar, doença que pode levar à morte. Os testes fazem parte de um trabalho preventivo, já que inúmeras regiões do estado, especialmente a metropolitana de Belo Horizonte, apresentam altos índices de ocorrências da doença. Em Ferros é a primeira vez que a pesquisa é realizada.
Com a ajuda de moradores voluntários, foram instalados em galinheiros sensores com recipientes para capturar o mosquito palha. O ambiente foi escolhido para a pesquisa pelo fato de o mosquito palha se alimentar de sangue de mamíferos e, preferencialmente, aves. Ao picar, o inseto introduz na circulação do hospedeiro o protozoário Leishmania chagasi. O mosquito palha é quase imperceptível, mede apenas 2mm. “Para evitar a presença do inseto transmissor, as pessoas devem instalar telas finas nos galinheiros e mantê-los sempre limpos e distantes de residências”, sugere José Otaviano, Guarda de Endemias do Ministério da Saúde.
A Coordenadora de Endemias da Secretaria Municipal de Saúde, Suemes Drumond, enfatiza a importância da pesquisa: “Realizar ações preventivas é sempre a melhor medida para preservar a saúde da população. Assim como ocorre com a dengue, cujo combate exige a participação de toda a sociedade, evitar ambientes propícios para a leishmaniose também deve ser uma preocupação da população”.
O resultado das análises feitas em Ferros deve sair nas próximas semanas. Para informar situações de risco à saúde pública, o cidadão deve comparecer à Secretaria Municipal de Saúde, na Rua Silveira Drumond, 235, bairro Santa Luzia, ou ligar para (31) 3863-1854.
A doença
De acordo com o Dr. Drauzio Varela, renomado clínico geral, os principais sintomas da leishmaniose visceral são febre intermitente com semanas de duração, fraqueza, perda de apetite, emagrecimento, anemia, palidez, aumento do baço e do fígado, comprometimento da medula óssea, problemas respiratórios, diarreia, sangramentos na boca e nos intestinos.
O diagnóstico precoce é fundamental para evitar complicações. Ainda não foi desenvolvida uma vacina contra a leishmaniose visceral. A doença pode ser curada nos homens, mas não nos animais. Os antimoniais pentavalentes, por via endovenosa, são as drogas mais indicadas para o tratamento da leishmaniose, apesar dos efeitos colaterais adversos. A regressão dos sintomas é sinal de que a doença foi pelo menos controlada, uma vez que pode recidivar até seis meses depois de terminado o tratamento.





