Vereadores comentam sobre danos das chuvas em Itabira e esclarecem alagamento na prefeitura
Apesar de considerarem o volume de chuva atípico, os vereadores destacaram que os alagamentos em algumas regiões são recorrentes e exigem ações preventivas por parte do poder público
A forte tempestade que atingiu Itabira na madrugada de segunda-feira (23) provocou uma série de transtornos em diferentes regiões da cidade e causou repercussão durante a reunião ordinária da Câmara Municipal, nesta terça-feira (24). Vereadores utilizaram a “palavra aberta” para comentar os impactos das chuvas e solicitar medidas estruturais para minimizar os efeitos de novos temporais.
Apesar de considerarem o volume de chuva atípico, os vereadores destacaram que os alagamentos em algumas regiões são recorrentes e exigem ações preventivas por parte do poder público. Um dos pontos mais afetados pelo temporal foi a rua Manganês, no bairro Major Lage de Baixo, que ficou completamente alagada, com o nível da água chamando a atenção dos moradores. Situação semelhante foi registrada na avenida Almir Pessoa Magalhães, no Gabiroba, além de trechos das avenidas Carlos de Paula Andrade e Cristina Gazire, na região central. No bairro Amazonas, vias como as avenidas Central e Ipiranga também sofreram com o acúmulo de água, enquanto na Baixada Grande, na região do Candidópolis, houve transbordamento de córrego.
Diante do cenário, o vereador Carlos Henrique de Oliveira (PDT) defendeu a realização de obras de contenção e drenagem, especialmente na região do Major Lage. Segundo ele, o volume de água que chega à rua Manganês tem aumentado devido à contribuição de outras vias. “Solicito que a prefeitura faça um trabalho semelhante ao que foi realizado no bairro Fênix, porque principalmente esse ponto da rua Manganês tem recebido muito volume de água nessas chuvas, devido à avenida Mauro Ribeiro, que direciona grande quantidade de água para a região”, afirmou.
O parlamentar também comentou sobre os danos registrados no prédio da Prefeitura, que teve áreas internas atingidas por infiltrações durante o temporal. Vídeos que circularam nas redes sociais mostram água acumulada no interior do imóvel e goteiras em diferentes pontos. Carlos Henrique afirmou que buscou esclarecimentos junto ao Executivo.
“Fui informado que, com a intensidade da chuva, houve desprendimento de galhos e folhas que entupiram a calha, fazendo com que a água fosse direcionada para dentro do prédio”, disse o parlamentar, afirmando também que solicitou à administração municipal a divulgação de uma nota oficial para esclarecer o ocorrido e evitar especulações. “É importante dar transparência, até porque muitos vereadores receberam questionamentos da população”, completou.
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O vereador Bernardo Rosa (PAB) também se manifestou e reforçou a necessidade de uma análise mais ampla sobre as causas dos alagamentos, especialmente na região do Major Lage e do bairro Caminho Novo. Ele relembrou episódios anteriores e apontou que o problema pode estar relacionado ao escoamento de água em áreas próximas à linha férrea.
“Em outras ocasiões, já foi identificado um volume de água que desce daquela região e contribui para os alagamentos. Com chuvas mais intensas, isso se agrava ainda mais”, afirmou Bernardo, ressaltando que não é possível atribuir responsabilidade direta a terceiros, mas defendendo apuração técnica para viabilizar intervenções.
“É preciso entender se a drenagem é pública ou privada e, a partir disso, buscar soluções. O que não pode é continuar acontecendo”, afirmou.
Bernardo também comentou o caso registrado no prédio da Prefeitura de Itabira, classificando o problema como pontual. Segundo ele, o entupimento das calhas por folhas e galhos, em meio à ventania, provocou o acúmulo de água no paço municipal. “A situação já foi resolvida, e, se fosse falha de obra, a empresa responsável poderia ser acionada, já que há garantia contratual”, explicou.
Além de Carlos Henrique e Bernardo Rosa, outros vereadores comentaram sobre o tema. Assista:




