Goleiro Bruno segue foragido e MP pede que prisão seja cumprida em regime fechado
Bruno Fernandes teve a liberdade condicional revogada pela Justiça do Rio após descumprir regras da pena, teve a liminar negada e agora é alvo de novo pedido do Ministério Público
O ex-goleiro Bruno Fernandes de Souza segue foragido da Justiça desde 5 de março, quando a Vara de Execuções Penais do Rio de Janeiro revogou a liberdade condicional e determinou a expedição de mandado de prisão em regime semiaberto. Nos últimos dias, o Ministério Público do Rio de Janeiro voltou a se manifestar no caso e pediu que, quando for localizado, ele seja encaminhado ao regime fechado.
A nova manifestação foi assinada pelo promotor Fernando Martins Costa, da área de execução penal. No ofício, o representante do MPRJ reiterou o pedido de regressão cautelar para o regime fechado e a abertura de procedimento para apurar falta disciplinar grave. Segundo o texto, Bruno descumpriu condições impostas pela Justiça e demonstrou descompromisso com o cumprimento da pena ao viajar para o Acre sem autorização judicial no último mês.
A decisão que colocou Bruno na condição de foragido está ligada ao descumprimento das regras do livramento condicional. Em habeas corpus analisado neste mês, a desembargadora Katya Maria de Paula Menezes Monnerat manteve os efeitos da decisão da Vara de Execuções Penais e negou o pedido liminar da defesa.
Apesar de o Ministério Público defender agora o retorno ao regime fechado, a decisão que está em vigor determina o cumprimento da prisão em regime semiaberto. Na decisão reproduzida no habeas corpus, o juízo da execução registrou que o livramento condicional foi revogado e ordenou a expedição de mandado de prisão com validade de 16 anos.
O caso ganhou nova repercussão depois que a Polícia Civil do Rio passou a divulgar Bruno como procurado. No mesmo período, ele apagou os perfis que mantinha nas redes sociais, onde fazia publicações sobre treinos e apostas. A defesa optou por não se manifestar à imprensa, segundo relatos publicados nos últimos dias.
Em Minas Gerais, a situação também repercutiu por causa do Menezes Esporte Clube, time amador de Ribeirão das Neves que havia anunciado a contratação do goleiro no início de março. Na ocasião, o clube manteve o acordo mesmo após a expedição do mandado de prisão. Até aqui, não houve manifestação oficial pública do time sobre os desdobramentos mais recentes do caso.
Familiares de Eliza Samudio também voltaram a cobrar providências. Em comunicado, Sônia Moura, mãe de Eliza, e Maria do Carmo, madrinha de Bruninho, afirmaram que houve falhas na execução da pena e criticaram a falta de fiscalização sobre deslocamentos e aparições públicas de Bruno. No texto, elas pedem apuração das viagens sem autorização e responsabilização pelas violações apontadas no processo.




