Já estão em andamnto as obras de correção da rede pluvial da vila Céu

Tubo de obra antiga que despeja água atrás de muro de arrimo será substituído por novas conexões

Já estão em andamnto as obras de correção  da rede pluvial da vila Céu

Visando evitar o agravamento da situação dos moradores do Céu, vila situada em área de risco na região central de Ferros, trabalhadores da Prefeitura realizam intervenções na rede de drenagem de água de chuva do local. Bocas de lobo estão sendo readequadas e as passagens de água desobstruídas. Também será feita a captação de água de chuva em duas redes que, atualmente, jogam água direto na parte de trás de um muro de contenção de encosta, na parte baixa do terreno, resultado de obras insuficientes do passado, agravadas por construções irregulares.

A preocupação maior é quanto à proximidade do período chuvoso, com início previsto para outubro. A Prefeitura ainda estuda um projeto que trará a solução definitiva para a área, já que as intervenções anteriores foram paliativas. Cerca de R$ 200mil foram disponibilizados pelo Governo Federal para uma nova obra de contenção de encosta. “Antes de executar qualquer intervenção no barranco comprometido, é necessário, primeiro, corrigir os defeitos da rede de captação de água e evitar que a enxurrada caia nele e faça com que a área se fragilize ainda mais. Só depois de feito esse trabalho é que será possível executar uma obra visando eliminar de vez o risco de novos deslizamentos de terra”, diz Rita Leite, engenheira arquiteta e urbanista da Prefeitura.

 Histórico

O primeiro desabamento da encosta no Céu ocorreu em meados de 1995. Na ocasião, o barranco cedeu e destruiu uma residência na Rua Doutor Júlio Drumond. Desmatamentos e incêndios sucessivos nas áreas do entorno contribuíram para a desestabilização do solo. Alguns anos depois, a obra de calçamento da vila agravou ainda mais a situação, devido à impermeabilização da área já considerada de risco.

Novos desabamentos ocorreram nos anos seguintes, mas as obras realizadas para conter a encosta não surtiram os efeitos esperados. Em janeiro de 2012, o cenário chegou ao ponto mais critico, quando o muro de arrimo da área afetada desabou após um período chuvoso considerado pelos especialistas como um dos mais intensos da história do estado.

 

No ano passado, a Câmara Municipal cobrou do Ministério Público a responsabilização da empresa que executou a obra de construção do muro. Atualmente, a questão está a cargo do Departamento Jurídico da Prefeitura.