Minas tem 422 municípios em alerta para Aedes e 184 em risco, aponta primeiro levantamento de 2026

O LIRAa divulgado pela Secretaria de Estado de Saúde mostra que a maior parte das cidades analisadas segue fora do nível satisfatório

Minas tem 422 municípios em alerta para Aedes e 184 em risco, aponta primeiro levantamento de 2026
Foto: divulgação/Fiocruz

Minas Gerais fechou o primeiro Levantamento Rápido de Índices para Aedes aegypti (LIRAa) de 2026 com 184 municípios em situação de risco e 422 em alerta. Outros 213 registraram índice satisfatório. Os dados foram divulgados pela Secretaria de Estado de Saúde (SES-MG) e servem de base para orientar ações de vigilância e combate ao mosquito nos municípios. 

O indicador considera a presença de larvas do Aedes aegypti e mede o Índice de Infestação Predial. Pelo critério adotado no levantamento, ficam em nível satisfatório os municípios com índice igual ou inferior a 0,99%. A faixa de alerta vai de 1% a 3,9%. Já o nível de risco reúne cidades com índice a partir de 3,9%. 

O estudo foi feito com base em levantamentos realizados entre janeiro e março e, segundo a SES-MG, retrata um cenário compatível com o período sazonal das arboviroses, que vai de outubro a maio. Nesse intervalo, cresce a incidência de doenças como dengue, chikungunya e zika no país. 

Na prática, o resultado mostra que a maior parte dos municípios analisados ainda está fora da faixa considerada satisfatória. O levantamento é feito por amostragem, em ciclos trimestrais. Agentes de saúde visitam imóveis sorteados, procuram focos de água parada, coletam larvas e, a partir disso, calculam o índice de infestação que ajuda a mapear as áreas com maior vulnerabilidade. 

Segundo a secretaria, os principais criadouros continuam concentrados dentro ou no entorno das casas. Caixas d’água destampadas, vasos de plantas, pneus e objetos descartados em quintais e terrenos aparecem entre os pontos mais comuns de proliferação do mosquito. 

A divulgação do LIRAa ocorre em um momento em que Minas ainda soma milhares de notificações de arboviroses em 2026. De acordo com a SES-MG, até a 14ª Semana Epidemiológica, o estado registrava cerca de 45 mil casos prováveis de dengue, 7,3 mil de chikungunya e 32 de zika. 

O levantamento não mede casos da doença, mas funciona como um retrato da infestação do mosquito e ajuda a direcionar as ações de campo. Com os dados em mãos, os municípios conseguem concentrar esforços em áreas mais críticas, definir prioridades de visita e reforçar medidas de eliminação de criadouros.

*Com informações da Agência Minas.