Auxílio-alimentação dos servidores é aprovado por unanimidade com novas faixas salariais em Itabira

Servidores com salário mensal de até R$4.693,39 receberão auxílio de R$470,01. Já aqueles com rendimentos entre R$4.693,39 e R$9.351,00 terão direito a R$235,00 mensais

Auxílio-alimentação dos servidores é aprovado por unanimidade com novas faixas salariais em Itabira
Foto: Reprodução/Redes Sociais

A Câmara Municipal de Itabira aprovou, nesta terça-feira (5), o Projeto de Lei 33/2026, de autoria do Executivo, que altera as regras do auxílio-alimentação concedido aos servidores públicos municipais. A proposta foi aprovada por unanimidade, com 15 votos favoráveis. Com a mudança, passam a ser adotadas novas faixas de remuneração para definição do benefício. 

Servidores com salário mensal de até R$4.693,39 receberão auxílio de R$470,01. Já aqueles com rendimentos entre R$4.693,39 e R$9.351,00 terão direito a R$235,00 mensais. A lei entra em vigor na data de sua publicação, com efeitos financeiros retroativos a 1º de março de 2026.

Durante a discussão no plenário, prevaleceu o entendimento de que a aprovação garantiria a manutenção e atualização do benefício aos servidores. Assim como ocorreu na votação do reajuste salarial, vereadores destacaram que rejeitar o projeto poderia resultar na perda do auxílio neste momento, além de dificultar novas discussões ainda neste ano.

Ao final, o projeto foi aprovado com apoio de todos os vereadores presentes, que destacaram a necessidade de continuidade do diálogo entre Executivo e servidores para possíveis melhorias no valor do auxílio.

Em tempo: Após ter a tramitação interrompida por um pedido de vistas na última semana, o Projeto de Lei 32/2026 também foi aprovado em primeiro turno pela Câmara de Itabira nesta terça-feira (5). De autoria do governo do prefeito Marco Antônio Lage (PSB), a proposta irá garantir um reajuste salarial de 3,9% aos servidores municipais. Com a aprovação, o índice deverá ser aplicado já a partir do próximo mês, incluindo o pagamento retroativo a março de 2026.

A votação ocorreu após semanas de mobilização dos servidores, que incluíram manifestações, diálogo entre Servidores Públicos Municipais de Itabira (Sintsepmi), Legislativo e Executivo, além da criação de uma mesa permanente de negociações. Durante a sessão desta terça-feira, quatro vereadores — Luiz Carlos de Souza (MDB), Jordana Madeira (PDT), Heraldo Noronha (Republicanos) e Cidnei Camilo Rabelo, o “Didi do Caldo de Cana” (PL) — se posicionaram pela retirada do projeto de pauta. Sem maioria para barrar a tramitação, a matéria seguiu para votação.

Durante os debates, a maioria dos parlamentares afirmaram que votar contra a proposta significaria, na prática, deixar os servidores sem qualquer reajuste em 2026. Isso porque, conforme explicado pelo vereador Bernardo Rosa (PSB) no plenário, a rejeição impediria a reapresentação de um novo projeto de revisão salarial ainda neste ano, adiando qualquer correção apenas para 2027.

A partir daí, os vereadores defenderam a aprovação como uma forma de garantir ao menos a reposição inflacionária imediata, ainda que parcial. Muitos deles também pediram pela continuidade das negociações entre o governo municipal e o Sintsepmi, apontando a mesa permanente de negociação – criada pela Prefeitura de Itabira – como caminho para buscar avanços, seja por meio de complementações futuras ou novas propostas.